Investigações surgem após Argentina e Uruguai anunciarem novos casos da doença
Duas suspeitas de influenza aviária estão sob investigação no País. A informação consta no painel de “Investigações de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves”, mantido pelo serviço veterinário do Ministério da Agricultura. Uma envolvendo um cisne-coscoroba, ave silvestre, em Santa Vitória do Palmar (RS) e outra em um pato de criação doméstica no município de Almerim (PA).
No Rio Grande do Sul, a suspeita de influenza aviária foi identificada em uma ave migratória na Estação Ecológica do Taim. A informação foi confirmada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Estado que, por meio de nota, comunicou que foi feita a coleta e que o material foi levado para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP).
A nota ainda informa que esse é um procedimento de rotina do Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), que “atua permanentemente na vigilância para detecção da doença por meio do atendimento e investigação de todas as notificações recebidas em aves”. O Agro Estadão pediu informações ao Ministério da Agricultura, que não se pronunciou até o fechamento desta nota.
A reserva do Taim, localizada entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, já foi alvo de fiscalização em 2023, após mais de 76 aves terem sido encontradas mortas, o que levou à interdição da estação ecológica.
Nos últimos dias, Argentina e Uruguai confirmaram novos focos da doença. O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) reportou a doença em aves silvestres na Reserva Ecológica Costanera Sur e um caso em ave comercial no município de Ranchos, na província de Buenos Aires. Já no Uruguai, o caso foi detectado em aves silvestres nas regiões de Maldonado, Rocha e Canelones, levando o país a pedir emergência sanitária para evitar a propagação da doença.