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o WhatsApp no Coração do Agronegócio Brasileiro

A sede da Forbes Brasil, em São Paulo, foi o cenário de uma das discussões mais pertinentes para o atual momento da economia digital: o papel do WhatsApp nas dinâmicas de negócios. No último dia 26 de fevereiro, o Forbes Power Breakfast, realizado em parceria com o WhatsApp, reuniu as principais lideranças do agronegócio para debater como a ferramenta deixou de ser um simples canal de comunicação para se tornar o “core” das transações comerciais.

“O WhatsApp já não é mais puramente um canal de comunicação, mas está embutido na transação do core business de muitas empresas”, destacou Marcos Oliveira, head de Strategic Partnerships na Meta. De acordo com o executivo, o desafio atual é educar as empresas sobre a diferença técnica entre o uso casual e a escala corporativa.

Henrique Marques, especialista em API do WhatsApp Business, foi enfático ao definir o aplicativo, em sua versão de negócios, como um ambiente seguro e ideal para empresas que buscam governança. “Na API, a informação passa a ser da empresa. No WhatsApp comum, o vendedor sai e leva os dados embora. Com a API conectada aos sistemas de parceiros, você traz governança, chatbots e coloca uma IA por trás para gerar insights de tomada de decisão”, explica Marques.

Eficiência e governança

A eficiência dessa tecnologia, por exemplo, ganha contornos práticos no dia a dia da Camil Alimentos. Flávia Molina, CMO da companhia, detalhou como a IA Camila”, dentro do WhatsApp, revolucionou a produtividade na cadeia do arroz. “O WhatsApp vira o seu meio de comunicação; é onde o produtor resolve o dia a dia. Ele quer saber: ‘meu arroz é tipo 1, 2 ou 3?’. Antes, nosso time interno ficava louco com a comunicação; hoje, devolvemos a informação em tempo real, conectada à nossa base de dados”, explicou a executiva.

No setor financeiro, o impacto é mensurado em bilhões de dólares. Fabiana Alves, CEO do Rabobank Brasil, revelou que o banco, com uma carteira de US$12 bilhões, utiliza o app para sofisticar o trading de commodities. “O produtor cadastra o preço target dele. Na hora que o mercado bate aquele valor em Chicago, ele recebe o aviso no WhatsApp e inicia o fechamento da transação”, contou, ressaltando que isso substituiu um processo “artesanal” de ligações telefônicas.

Complemento ao ecossistema

O consenso entre os líderes foi claro: o sucesso no Agro 4.0 não depende apenas da tecnologia, mas de entender que o WhatsApp agora é uma “norma social” e quem não souber usá-lo com governança e respeito ficará para trás na próxima safra.

Felipe Baruque, vice-presidente de Suprimentos e Sustentabilidade da Ambev, trouxe a perspectiva da multicanalidade e do risco de saturação. Operando plataformas como o Zé Delivery e o Ambev Biz, ele destacou que a IA deve ser o “como” e não o “quê”. “O app não resolve todas as interações. Existe uma oportunidade de humanização no WhatsApp que é importante, mas precisamos de um upgrade para sermos assertivos nos insights. O WhatsApp não pode virar o novo telemarketing, mas ser o melhor canal conversacional”, alertou.

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