Aos 16 anos, Augusto Bihre Letsch investiu R$ 2 mil em jogos baseados em NFT e estruturou uma pequena operação distribuindo contas entre amigos, escalando ganhos por participação percentual. O que começou como curiosidade tornou-se a base de uma trajetória que, cinco anos depois, resultou em uma startup avaliada em R$ 180 milhões. Aos 21 anos, Letsch lidera a Mova Protocol – empresa que aposta em dados proprietários para redefinir a mobilidade urbana no Brasil.
Fundada em 2025, a Mova combina telemetria veicular contínua, inteligência operacional e tokenização ambiental para transformar o uso diário do carro em uma fonte estruturada de dados auditáveis. A empresa atingiu esse valuation após um investimento seed de US$ 3 milhões e projeta alcançar 1 milhão de usuários e receita anual de até R$ 270 milhões em cinco anos.
A plataforma funciona por meio de um aplicativo que coleta dados do veículo diretamente pelo smartphone – quilometragem, padrões de aceleração e frenagem, velocidade média, tempo ocioso e recorrência de uso. O sistema opera em segundo plano e transforma essas informações em relatórios operacionais e ambientais.
Os dados passam por validação antifraude com registro em blockchain, garantindo integridade e rastreabilidade. A camada tecnológica permanece invisível ao usuário, que não precisa ter conhecimento sobre ativos digitais para utilizar o serviço. Ao substituir estimativas genéricas por medições baseadas no uso real, a empresa estrutura uma base auditável para motoristas, frotas corporativas, seguradoras, companhias com metas ESG e órgãos públicos.
O avanço da Mova ocorre em um momento de mudança regulatória relevante. A partir de 2026, companhias abertas e fundos de investimento passarão a reportar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, conforme a Resolução 193/2023 da CVM, alinhada aos padrões do ISSB. As métricas ambientais deixam de ser compromisso reputacional e passam a integrar obrigações formais de governança – o que eleva o valor estratégico de dados auditáveis sobre emissões e eficiência operacional.
A empresa conta com mais de 25 mil usuários cadastrados, 13.180 ativos e taxa de ativação superior a 53%. Foram validadas 121.940 viagens, 2,76 milhões de quilômetros monitorados e mais de 148 mil horas de dados coletados. Além dos relatórios, os motoristas acumulam tokens resgatáveis no marketplace automotivo para combustível, manutenção e soluções de mobilidade elétrica. No médio prazo, a Mova trabalha no desenvolvimento de créditos de carbono baseados em dados verificáveis de uso real.
A empresa mantém parcerias com a Lux Carbon Standard para cálculo de emissões, com a VoltBras para integração com redes de recarga elétrica e avança com a WeCharge na abertura de eletropostos próprios, com as primeiras unidades previstas para março. No longo prazo, planeja expandir para a América Latina e consolidar-se como infraestrutura de dados para mobilidade corporativa e governamental.
Para Letsch, a visão é direta: o carro deixou de ser apenas um meio de transporte – é também uma fonte estruturada de inteligência, e a Mova quer ser a plataforma que organiza esse valor.
A trajetória do fundador passou por marketing digital com foco em growth, operações de e-commerce e a estruturação de um gateway de pagamentos próprio – encerrado para concentrar esforços integralmente no ecossistema cripto. Formado em análise e desenvolvimento de sistemas pela Universidade La Salle, Letsch lançou a Mova com três pessoas e hoje opera com equipe multidisciplinar de 20 colaboradores.
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