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Pokémon GO Ajudou a Mapear Cidades, e Agora Robôs Caminham Sobre Elas

O que começou como um jogo que levou milhões de pessoas às ruas para capturar criaturas virtuais agora ganha um novo papel na corrida tecnológica. A Niantic Spatial, criadora do Pokémon GO, está transformando o banco de imagens do aplicativo em uma infraestrutura de navegação para robôs entregadores.

A base de dados colaborativa gerada por jogadores ajuda robôs a navegar em lugares onde o GPS não é confiável, de forma que a localização do entregador passa a ser determinada com precisão de centímetros, com base nas fotos de edifícios e construções capturadas por usuários de Pokémon GO ao longo dos anos.

A novidade acompanha uma parceria entre Niantic e Coco Robotics, que opera entregas em cidades dos Estados Unidos e Europa. A startup opera cerca de mil robôs projetados para carregar até oito pizzas ou quatro sacolas de supermercado. Segundo informado pelo CEO, Zach Rash, ao MIT Tech Review, já foram realizadas mais de meio milhão de entregas em diferentes condições climáticas.

Como os mapas podem ajudar?

Os robôs da Coco não conseguem contar com a ajuda do GPS devido ao sinal fraco e interferências em determinadas cidades. Segundo Rash, quando passam por meio de arranha-céus ou áreas densas, os entregadores tendem a se perder, o que prejudica a estimativa de tempo de entrega.

Os dados mapeados por usuários de Pokémon GO e Ingress (outro jogo de realidade aumentada da Niantic, lançado em 2013) possibilita a construção de um sistema de posicionamento visual, capaz de determinar uma posição com base nos elementos em volta.

A base que a Niantic usou para treinar seu modelo já supera 30 bilhões de imagens — são diferentes ângulos, em diferentes horários do dia e em diferentes condições climáticas de um mesmo lugar. Esse conjunto de informações permite treinar um modelo que consiga prever exatamente onde está e para onde está indo, levando em consideração os pontos de visão.

Fenômeno de realidade virtual

Pokémon GO foi lançado em 2016 pela Niantic, empresa derivada do Google. O jogo se consagrou como o primeiro sucesso de realidade aumentada, se tornando um fenômeno global. Nesse mesmo ano, o aplicativo elevou as ações de mercado da Nintendo em US$ 7,5 bilhões, em um intervalo de dois dias.

No Brasil, jogadores iam às ruas em busca de capturar personagens do desenho dos anos 90, incluindo o conhecido Pikachú e o Vaporeon, apontando seu celulares para diferentes edifícios e pontos da cidade. As criaturas virtuais depois podiam ser treinadas para batalhas com outros jogadores.

Foram mais de 63 milhões de instalações no País segundo dados de 2020 do Sensor Tower, além de US$ 905 milhões arrecadados globalmente em 2019 — ano recorde para o aplicativo. Mesmo 10 anos após seu lançamento, o Brasil é o segundo país que mais traz novos jogadores de Pokémon GO para a Niantic.

Um futuro repleto de humanos e robôs

John Hanke, CEO da Niantic Spatial afirmou ao MIT Tech Review que, em um futuro onde humanos e robôs convivem em um mesmo ambiente, é necessário que as máquinas tenham um nível semelhante de compreensão espacial, para que a integração não seja disruptiva para as pessoas.

Para o executivo, este é só o começo do que chama de Mapa Vivo, uma simulação hiperdetalhada que muda a medida que as ruas se transformam. As imagens capturadas com Pokémon GO estão oferecendo a base, e logo os robôs da Coco poderão fornecer novas fontes de dados diariamente.

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