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ChatGPT Agora Detecta Imagens Geradas Artificialmente

Ao passo que a qualidade do conteúdo gerado por inteligência artificial aumenta, crescem também as pressões regulatórias sobre empresas de IA a respeito de transparência quanto ao uso da tecnologia. A recorrência na circulação de deepfakes acende um alerta principalmente devido à aproximação do período eleitoral, com propagandas enganosas geradas artificialmente.

Como forma de reforçar seu compromisso com transparência e sinalização de coteúdos falsos, a OpenAI anunciou o lançamento de uma ferramenta de detecção prévia de IA, capaz de ajudar usuários a verificar se uma imagem foi gerada no ChatGPT, na OpenAI API ou no Codex.

A ferramenta adota uma abordagem cautelosa em relação à verificação, principalmente devido ao risco de falhas. Segundo a empresa, se nenhum metadado for detectado, o chatbot não chega a uma conclusão definitiva, levando em consideração que os sinais de procedência podem, em alguns casos, ser removidos.

Por enquanto, a ferramenta só é capaz de detectar imagens criadas pelo ChatGPT, não sendo efetivo para outras ferramentas de IA e não sendo capaz de determinar se a imagem é precisa ou apresentada no contexto correto. A expectativa é que, nos próximos meses, a OpenAI apoie esforços intersetoriais para tornar a verificação possível entre diversas plataformas.

No mesmo comunicado, a OpenAI afirmou que está tornando os sinais de procedência mais fáceis de reconhecer por outras ferramentas, adicionando marca-d’água durável entre plataformas com o SynthID a imagens.

O SynthID é uma marca d’água digital imperceptível que já estava disponível no Gemini, mas até então só conseguia identificar imagens e vídeos criados pela própria ferramenta do Google — similar à abordagem adotada pela OpenAI.

Neste mês de maio, durante o I/O 2026, o Google anunciou que mais empresas passariam a adotar o SynthID, incluindo a OpenAI, Kakao e Eleven Labs. Segundo a empresa de Sam Altman, a parceria tem como objetivo redobrar a conferência de imagens, por meio de múltiplas camadas de procedência.

“Esses dois sistemas se reforçam mutuamente. A C2PA ajuda o conteúdo a carregar contexto detalhado; o SynthID ajuda a preservar um sinal quando os metadados não sobrevivem. A marca-d’água pode ser mais durável diante de transformações como capturas de tela, enquanto os metadados podem fornecer mais informações do que uma marca-d’água sozinha. Juntos, eles tornam a procedência mais resiliente do que qualquer uma das camadas isoladamente”, informou a empresa no comunicado.

Usuários já podem identificar se uma imagem foi produzida com IA diretamente pelo buscador do Google e pelo Circle to Search. Nas próximas semanas, o Google Chrome também deve receber a funcionalidade.

A Microsoft também estuda seguir pelo mesmo caminho do Google, jogando a responsabilidade de verificação para os metadados da imagem. Já o Grok, IA do X, também possui um sistema de verificação capaz de recolher informações de outros sites para comprovar veracidade.

A OpenAI vem reforçando seu compromisso com transparência desde 2024, quando começou a adicionar Credenciais de Conteúdo a imagens geradas pelo DALL-E 3, ImageGen e Sora.

Após integrar o Comitê Diretor da Coalition for Content Provenance and Authenticity (C2PA), grupo que usa metadados e assinaturas criptográficas para contextualizar imagens, a bigtech passou a oferecer às plataformas formas mais confiáveis de ler, preservar e transmitir informações.

Desde 2025, a OpenAI divulga regularmente os resultados de suas avaliações internas de segurança em modelos de IA, aumento transparência sobre desempenho e riscos associados à sua tecnologia.

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