A Câmara aprovou o regime de urgência para o projeto que equipara atos de misoginia ao crime de racismo. A proposta poderá ser votada em plenário e prevê pena de dois a cinco anos para casos de injúria contra mulheres.
A votação gerou críticas da bancada evangélica, que afirmou haver risco de perseguição religiosa. Parlamentares citaram trechos da Bíblia e defenderam ajustes para garantir a liberdade de expressão e de culto.
A relatora, Tabata Amaral, disse estar aberta ao diálogo para aperfeiçoar o texto. O projeto também prevê agravantes, além da suspensão de perfis usados para divulgar conteúdo considerado misógino.