Desculpe, não possível recuperar os dados no momento.
Search
Close this search box.

Eleitor deve se lembrar que é consumidor, na ativa ou aposentado

 Foto: Estadão

E foi dada a largada para a campanha eleitoral de 2026, rumo às votações em primeiro e segundo turnos, para presidente, dois senadores, um deputado federal e um estadual. Para quem considera os comparecimentos às seções eleitorais uma chatice, lembro que decidiremos, por exemplo, se os aposentados continuarão a ter reajuste pelo percentual aplicado ao salário mínimo. Ou se haverá cortes de orçamento em saúde e educação.

Por que tratar disso em um artigo sobre as relações de consumo? Tente consumir sem renda. O Brasil tem mais de 29 milhões de aposentados, que necessitam de renda para se alimentar, morar, cuidar da saúde, ir e vir, e se divertir. Se o futuro presidente acreditar que se deve desvincular o salário mínimo dos assalariados do que é pago aos aposentados, haverá milhões de pessoas com menos dinheiro na conta-corrente para sobreviver.

Lamentavelmente, muitos ainda votam por simpatia (ou contra, por antipatia), sem considerar os programas de governo, e o que os candidatos fizeram até agora. Qual o histórico do seu candidato? O que ele já fez de importante em favor das pessoas, principalmente as mais vulneráveis?

Para que haja, novamente, empregos formais de melhor qualidade, o país terá de se reindustrializar, de reduzir a burocracia para a abertura de empresas e de ter um planejamento nacional para o desenvolvimento de diversas atividades empresariais.

Em busca de votos, todos os políticos defendem a educação. Okay, isso é importante, mas o que eles já fizeram, como vereadores, prefeitos ou deputados em favor da educação. Na área da saúde, são favoráveis à vacinação, ou adeptos das teorias conspiratórias antivacina?

Para aumentar a segurança pública, são adeptos da multiplicação de penitenciárias? Em 2027, o Brasil terá um milhão de presos. O país tem apenas 15 cidades com mais de um milhão de habitantes. Ou seja, os apenados poderiam constituir a16ª maior cidade brasileira. Isso nos trouxe mais segurança? Parece que não.

Alguém concorda que o Estado esteja presente em áreas hoje sob o comando das facções criminosas, por meio de escolas, creches, postos de saúde, bibliotecas, entre outros serviços? Ou só deve subir o morro e ir à periferia para caçar bandidos?

As famílias de baixa renda têm condições de oferecer prática esportiva e mais conhecimento a seus filhos? Acredito que não. Isso seria jogar dinheiro fora, segundo os adeptos de um Estado que não gaste dinheiro com os mais pobres? Há muitas perguntas a responder antes de escolher seu candidato.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *