Inaugurado com 12 anos de atraso, por conta de seguidas prorrogações de prazo por parte da Arteris Litoral Sul, o Contorno Viário da Grande Florianópolis completou um ano de funcionamento com números positivos e reconhecimento de motoristas, empresários e comerciantes que dependem da saturada BR-101 para alavancar seus negócios. Diariamente, quase 7.000 veículos pesados deixaram de usar a rodovia federal e passaram a transitar pelo Contorno.
Quando a concessionária assume a responsabilidade por uma obra, ela não está apenas lidando com concreto, asfalto e prazos contratuais — está lidando com vidas, rotinas e direitos da população. No caso do Contorno Viário, cada dia de atraso foi um dia a mais de engarrafamentos, acidentes e prejuízos.
Com a inauguração do novo trajeto, os benefícios vieram de imediato: fluidez no trânsito, redução no número de acidentes, economia de tempo e dinheiro, além de mais qualidade de vida para todos. Um contorno viário pronto e funcional é sinônimo de desenvolvimento.
Para o presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina), Dagnor Schneider, os ganhos com o Contorno Viário são significativos no dia a dia de quem trabalha com transporte no Estado. Ele cita avanços na segurança e velocidade média no transporte de cargas.
O impacto positivo se espalha por toda a cadeia produtiva: a indústria escoa seus produtos mais rapidamente, o comércio recebe mercadorias com mais agilidade, o agronegócio ganha competitividade e até o turismo se beneficia com acesso mais rápido e seguro.
Além disso, as cidades cortadas pela BR-101 respiram melhor, literalmente — menos poluição, menos barulho, menos congestionamentos e menos risco de acidentes graves.
O transtorno demorou, mas passou. Agora, é comemorar e usufruir da nova rodovia. E que o descaso da concessionária com os 12 anos de atraso seja um exemplo negativo para que as futuras obras de infraestruturas em Santa Catarina possam ser entregues dentro do prazo.