Ao final do projeto, planta da empresa em Goiás poderá processar mais de 1 milhão de toneladas de milho por ano
A unidade Boa Vista, em Quirinópolis (GO), da empresa São Martinho, recebeu aprovação do empréstimo de R$ 625 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ampliar a operação de fabricação de etanol de milho. Com o financiamento, a expectativa é de que sejam produzidos mais 270 milhões de litros anuais do biocombustível na fábrica que já tem operação com cana-de-açúcar e milho.
Essa é a segunda fase do projeto da São Martinho de expandir a produção de etanol à base de milho. A primeira etapa foi inaugurada em 2023 e faz parte do complexo industrial que funciona desde 2008 com a fabricação de etanol à base de cana. A expectativa é de que essa extensão incorpore a capacidade de processamento de mais 635 mil toneladas de milho por ano, chegando a 1,135 milhão de toneladas.
Além do biocombustível, outros subprodutos serão gerados. É o caso do óleo de milho, cuja estimativa é de produzir 13 mil toneladas por ano. Também serão gerados no processo os DDGS (sigla em inglês para grãos secos de destilaria com solúveis).
Ao todo, a segunda etapa do projeto deve custar aproximadamente R$ 1,18 bilhão. Desse montante, R$ 727,8 milhões serão de recursos tomados junto ao BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Do valor emprestado pelo BNDES, R$ 500 milhões serão via Fundo Clima e R$ 125 milhões através da linha Finem.
“A iniciativa terá como grande diferencial sua eficiência energética, com um dos menores consumos de vapor por tonelada de moagem de toda a indústria. Isso torna o projeto único e permitirá maior eficiência operacional e econômica, uma vez que a planta não dependerá de compra de biomassa externa”, disse em nota o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da São Martinho, Felipe Vicchiato.