A ONG Transparência Internacional – Brasil criticou a aprovação no Senado do projeto que reduz prazos de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa e pediu veto do presidente Lula. Para a entidade, a medida representa “retrocesso” e aumenta o risco de infiltração do crime organizado nas eleições.
Pelo texto, o prazo de oito anos continua, mas passa a ser contado a partir da condenação, e não mais após o cumprimento da pena. A mudança pode beneficiar políticos já condenados, como Eduardo Cunha, Anthony Garotinho e José Roberto Arruda.
Segundo a ONG, 83% da população é contra enfraquecer a lei. A entidade afirma que a alteração contraria a vontade popular e alerta que o avanço do crime organizado nas eleições de 2024 tende a se repetir caso a proposta seja sancionada.