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Peugeot 308 usado vale a pena? Veja os trs principais problemas

O Peugeot 308 pode ser uma boa pedida no mercado de usados. Com preços girando na casa dos R$ 54 mil, o modelo ainda desperta interesse — especialmente entre quem busca um carro confortável, bem equipado e com pegada mais refinada.

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Lançado no Brasil em 2012, o 308 chegou importado da Argentina, mantendo a plataforma do antecessor 307. Mesmo sem mudanças estruturais profundas até sair de linha em 2019, o hatch conquistou seu público com um interior de qualidade surpreendente: bons materiais, acabamento caprichado e espaço interno que acomoda com folga cinco ocupantes. E o porta-malas, de 430 litros, é digno de elogio — supera o de muitos SUVs compactos atuais.

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Nem tudo é perfeito, porém. Como todo carro usado, o 308 tem seus pontos de atenção, e reunimos as principais reclamações relatadas por proprietários para ajudar você a decidir se vale o investimento. Antes de se encantar pelo visual elegante e pelo desempenho do motor, é bom saber onde o carro pode dar dor de cabeça.

Reclamações dos donos de Peugeot 308

  • Defeitos recorrentes no motor
    Peugeot 308 com motor 1.6 THP costuma apresentar consumo de óleo excessivo, de acordo com os proprietários
    Imagem: Divulgação

Uma consumidora comprou um Peugeot 308 THP Roland Garros 2017/2018 em março de 2023. No fim do mesmo ano, o carro começou a apresentar falhas e a mensagem “defeito no motor”. Em janeiro de 2024, o veículo parou em uma rodovia e foi atingido por um ônibus, felizmente, sem ferimentos graves.

Após três meses parado para reparos e falta de peças, o problema reapareceu em janeiro de 2025, com mensagens de “baixa pressão de óleo” e falha no motor. O diagnóstico apontou pistão derretido e necessidade de trocar o motor, orçado em R$ 29 mil na concessionária.

A Peugeot informou que entrou em contato por telefone com a consumidora e acionou a concessionária responsável para apurar o caso e entender melhor o ocorrido.

Na décima revisão de outro Peugeot 308 2017, realizada em concessionária autorizada, o proprietário relatou que o nível de óleo do motor estava baixando com frequência. Após rodar apenas 1.600 km desde a última troca, o sistema emitiu o alerta “Complete o nível do óleo do motor”.

Ao retornar à concessionária, foi apresentado um orçamento com orientação técnica da Peugeot indicando a substituição completa do motor, no valor total de R$ 53.459,66, sendo R$ 46.922,81 referentes ao motor novo.

O proprietário informou ter consultado o Reclame Aqui e identificado diversos relatos semelhantes sobre o consumo excessivo de óleo no motor THP, considerado um problema crônico e reconhecido pela marca em outros casos. Diante disso, ele solicitou em sua reclamação a substituição do motor por um novo, conforme o procedimento já adotado pela fabricante com outros clientes.

A Peugeot informou que, conforme o último chamado registrado em seu Serviço de Atendimento ao Cliente, todas as informações pertinentes já foram repassadas ao consumidor por contato telefônico. A montadora acrescentou que, dessa forma, a reclamação foi encerrada por aquele canal de atendimento.

“Registro minha insatisfação com o atendimento da Peugeot em relação a um problema crônico no motor THP do meu Peugeot 308. Mesmo sendo uma falha amplamente conhecida, a marca se recusa a oferecer assistência alegando que o veículo já tem sete anos de uso.”

  • Bomba de alta pressão
    Peugeot 308
    Peugeot 308 com motor THP vem bem equipado, mas costuma ter defeito na bomba de alta pressão do motor
    Imagem: Divulgação

“Tenho um Peugeot 308 Griffe THP desde os 70 mil km e sempre fiz todas as manutenções. Já tive outros três modelos Peugeot novos e nunca tive problemas, mas desta vez está sendo diferente. Tive que trocar a tampa de válvulas e agora o carro começou a acender a luz da injeção, falhar e entrar em modo de proteção. O diagnóstico apontou problema na bomba de alta pressão, que também é crônico e costuma apresentar defeito próximo aos 100 mil km.”

Em relação aos reparos, a Peugeot tentou contato com o cliente em 01/10/2025 para informar sobre o atendimento. O veículo foi levado à concessionária, onde o diagnóstico apontou mau contato no conector do sensor de pressão e a necessidade de substituição da caixa de saída d’água. A concessionária informou que não foi constatado nenhum defeito na bomba de alta. Após os reparos e testes, o veículo foi entregue ao cliente em perfeitas condições de uso.

“Tenho um Peugeot 308 THP gasolina e sempre mantive a manutenção rigorosamente em dia, com trocas de óleo e filtros a cada 5 mil km ou 4 meses, além de usar combustível de qualidade. Já substituí diversas peças como kit de corrente de sincronismo, tubo do turbo, tampa de válvulas, retentores de válvulas e válvula do compressor de ar-condicionado, tudo com menos de 60 mil km.

Agora, o carro apresentou problema na bomba de alta pressão de combustível, uma peça que costuma falhar com recorrência nesse modelo.”

A Peugeot solicitou que o veículo fosse encaminhado a uma de suas concessionárias autorizadas para análise e acompanhamento, a fim de avaliar corretamente as condições do atendimento. A montadora ressaltou que essa medida é necessária, pois sem a imobilização do veículo não seria possível identificar o problema e oferecer a assistência adequada.

“Sou proprietário de um Peugeot 308 Griffe THP 2013/2014 com cerca de 87 mil km, totalmente original. Levei o carro para revisão na concessionária, e o orçamento chegou a R$ 28 mil, com destaque para dois itens: bomba de combustível de alta pressão e tampa de válvulas.”

O consumidor que fez essa reclamação completou ainda que a bomba de alta pressão é um problema crônico nos motores THP, normalmente surgindo entre 40 e 50 mil km. No caso dele, os problemas começaram antes dos 40 mil km, com alertas de “defeito no motor”, engasgos, trancos e desligamento do motor, sendo a substituição da peça a única solução.

Ele ressaltou que isso evidencia um vício de fabricação, já que a Peugeot atualizou a bomba nos motores THP Flex a partir de 2016, e a nova peça custa apenas um terço da bomba antiga que equipa seu veículo.

A reclamação aparece como concluída.

  • Teto panorâmico
    Peugeot 308
    Peugeot 308 pode apresentar trincas e outros problemas no teto solar panorâmico conforme relatos dos donos do hatch
    Imagem: Divulgação

E em terceiro lugar, aparecem as reclamações sobre o teto panorâmico, um dos atrativos do Peugeot 308, mas também motivo de dor de cabeça para alguns donos. O vidro amplo, que dá aquele charme extra ao hatch e deixa a cabine mais iluminada, virou motivo de queixas. 

Há relatos de que o vidro trinca sozinho, mesmo sem qualquer impacto aparente, principalmente em carros com alguns anos de uso. Em outros casos, os proprietários afirmam que o teto não suporta bem o calor intenso, o que pode levar às mesmas trincas.

O problema é que, quando surge algum defeito, o conserto não sai nada barato, e muitos donos afirmam que a Peugeot não reconhece oficialmente o vício de fabricação.

“Tenho um Peugeot 308 e o teto panorâmico simplesmente trincou por causa do calor. Não acho justo ter que arcar com um prejuízo que não foi culpa minha não houve mau uso, nem acidente. Pesquisando, descobri que dezenas de outros donos passaram pela mesma situação, o que mostra que esse problema não é isolado.”

A Peugeot informou que, após receber o manifesto do consumidor e verificar as informações no sistema, constatou que o veículo está fora de garantia desde 23/09/2016.

A marca ressaltou ainda que o veículo foi adquirido de terceiros e está com o atual proprietário há aproximadamente um ano. Diante disso, a Peugeot declarou que não é possível oferecer suporte, uma vez que o carro não está coberto pela garantia e não há histórico completo das revisões realizadas nesse período.

Um segundo dono de Peugeot 308 relatou que o teto panorâmico trincou sozinho enquanto lavava o carro. Ao procurar a montadora, foi orientado a levar o veículo a uma concessionária, que negou o reparo em garantia, cobrando mais de R$ 10 mil pelo conserto.

Resposta da Peugeot: “Após relato da concessionária foi relatado anteriormente que o veiculo está com vestígio agente externo como marcas de chuva de granizo.”

O terceiro consumidor que possui um Peugeot 308 Active 2015 conta no site de defesa do consumidor que o teto panorâmico do veículo trincou sozinho após cerca de 40 minutos estacionado sob sol forte. Ele afirma ter encontrado diversos casos semelhantes na internet, possivelmente causados por expansão térmica do vidro, e pede que a Peugeot realize uma inspeção e substituição da peça.

A Peugeot confirma que o veículo deu entrada para avaliação de um trincado no teto panorâmico. Após análise técnica, foi constatada a necessidade de substituição do vidro, mas a marca concluiu que o dano foi causado por agente externo e, portanto, não é coberto pela garantia, ficando o reparo sob responsabilidade do proprietário.

O dono replicou a resposta da marca dizendo que, há diversos relatos de trincas espontâneas no teto panorâmico de modelos Peugeot, geralmente causadas por choque térmico. Ele considera que a montadora deveria reconhecer o problema como falha de produto e realizar a substituição em cortesia, pois a negativa apenas prejudica a imagem da marca e obriga o cliente a arcar com um prejuízo decorrente da má qualidade da peça.

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