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CropLife e IICA lançam plano para agro de baixo carbono

Documento propõe seis eixos estratégicos que unem inovação tecnológica, crédito verde e manejo na agenda do clima

Documento Caminhos do Agro: Inovação pelo Clima foi lançado na COP 30. Foto: CropLife Brasil/Divulgação

A 30ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 30) tem servido também para que empresas e entidades apresentem direcionamentos do que pretendem fazer nos próximos anos quanto às mudanças climáticas. Nesta terça-feira, 11, foi a vez da CropLife Brasil e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) mostrarem o documento Caminhos do Agro: Inovação pelo Clima, que define uma espécie de plano para que possam ajudar no processo de transição sustentável da agropecuária tropical.

“A agropecuária tropical brasileira demonstra, na prática, que é possível aliar produtividade, conservação e inclusão, oferecendo ao mundo modelos concretos de sistemas produtivos integrados, resilientes e de baixo carbono”, pontuam as entidades. A apresentação ocorreu na AgriZone, em Belém (PA).

Apesar de trazer um recado para governos e negociadores, o documento também indica caminhos pelas quais as empresas deverão seguir nas vias institucionais. Segundo a CropLife, entidade que representa o segmento de defensivos agrícolas e bioinsumos, a ideia é que, a partir do início do próximo ano, ao menos quatro dos seis eixos de atuação já comecem a ser implementados.

Pilares estratégicos

O texto traz seis “eixos institucionais de ação da CropLife e IICA”. O roteiro de atuações proposto trata dos pontos de empenho que as entidades deverão focar. Esse comprometimento envolve o desenvolvimento de inovações científicas, busca por políticas públicas e sugestões para serem feitas por órgãos públicos.

Os eixos estratégicos são:

  • Integração tecnológica e inovação em campo — propõe a criação de hubs regionais de inovação para testar e adaptar tecnologias sustentáveis, como bioinsumos, Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e formas novas de manejo biológico junto com a digitalização do campo. A ideia é colocar testar e colocar em prática essas soluções;
  • Fortalecimento da assistência técnica e da capacitação — expansão da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) híbrida (presencial e digital) por meio de formações em programas regionais, aumentar a capilaridade da ATER com prioridade em pequenos e médios produtores, além de uma valorização dos profissionais e das instituições;
  • Governança multissetorial — integração entre ministérios, instituições científicas, cooperativas e setor privado para garantir coordenação e transparência nas políticas agroambientais. A proposta é ajudar órgãos e instituições já existentes a fortalecer essa articulação com as diferentes instâncias;
  • Comunicação e diplomacia climática — reforçar a presença do agro brasileiro em fóruns internacionais, com base em dados e resultados concretos. Além disso, está prevista uma atuação na produção de materiais técnicos e a implementação de campanhas com foco em mostrar o valor das tecnologias sustentáveis.
  • Ampliação do financiamento sustentável — estímulo a mecanismos de crédito verde, como a CPR Verde, fundos garantidores climáticos e modelos de blended finance. Também ajudar na criação de modelos de financiamento que vinculem o crédito à indicadores ambientais;
  • Consolidação de métricas tropicais — criação de protocolos nacionais de mensuração, reporte e verificação (MRV) ajustados às realidades dos biomas brasileiros, para valorizar o carbono e a biodiversidade locais.

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