Raça da galinha e alimentação influenciam apenas cor e custo, mas não a qualidade do ovo
Você já se perguntou se existem grandes diferenças entre ovos brancos e marrons? E se a cor influencia a qualidade do ovo? Então, este artigo é para você!
O ovo representa uma das principais fontes de proteína animal na dieta brasileira e mundial, contudo muitos mitos cercam as diferenças entre suas variedades.
A principal diferença entre ovos brancos e marrons
A única diferença real entre ovos brancos e marrons reside na cor de sua casca. Esta característica é determinada exclusivamente pela genética da galinha poedeira, especificamente pelos genes que controlam a pigmentação da casca.
O fator determinante está nos lóbulos das orelhas das aves: galinhas com lóbulos brancos produzem ovos de casca branca, enquanto aquelas com lóbulos vermelhos geram ovos de casca marrom.
As galinhas da raça Leghorn são as principais responsáveis pela produção de ovos brancos no mercado comercial. Estas aves foram selecionadas especificamente para alta produtividade e eficiência alimentar.

Por outro lado, raças como Rhode Island Red, Plymouth Rock e Orpington produzem ovos de casca marrom.
A formação da cor ocorre durante o processo de calcificação da casca no oviduto da galinha. A pigmentação marrom resulta da deposição de porfirina, um pigmento natural, enquanto a ausência deste pigmento resulta em cascas brancas.
Este processo genético demonstra que a cor da casca é uma característica superficial, sem relação com a qualidade ou valor nutricional do produto final.
Desvendando mitos das cores dos ovos

Contrariando crenças populares, não existe diferença nutricional significativa entre ovos de casca branca e marrom.
O perfil nutricional dos ovos é determinado pela dieta e estado de saúde da galinha, jamais pela cor da casca.
Fatores como alimentação enriquecida com ômega-3, acesso a pastagem com insetos e vegetação diversificada e sistemas de criação mais naturais impactam diretamente a composição nutricional dos ovos, independentemente da raça da ave.
Já a cor da gema, frequentemente associada erroneamente à cor da casca, é influenciada pela presença de carotenoides na alimentação da ave. Gemas mais alaranjadas indicam maior consumo de pigmentos naturais como milho e outras fontes de carotenoides, independentemente da cor da casca do ovo.
O mundo avícola apresenta ainda outras curiosidades cromáticas. O Agro Estadão já mostrou que algumas raças, como a Araucana, produzem ovos com casca azul ou esverdeada.
Estas aves depositam biliverdina, um pigmento azul-esverdeado, durante a formação da casca, criando uma terceira opção de coloração natural no mercado especializado.
Por que os preços dos ovos brancos e marrons são diferentes?

Os ovos marrons apresentam preços superiores aos brancos devido a fatores econômicos específicos da produção avícola.
As galinhas poedeiras que produzem ovos marrons são geralmente maiores, consumindo aproximadamente 30% mais ração que as raças produtoras de ovos brancos. Esta diferença no consumo de alimento impacta diretamente o custo de produção por unidade produzida.
Além disso, as raças de porte maior tendem a apresentar menor taxa de postura ao longo de sua vida produtiva, reduzindo a eficiência econômica da operação.
De acordo com publicação da Emater-DF confirmam que “as poedeiras de ovos marrons, em geral, pesam cerca de 30% a mais que as de ovos brancos, o que aumenta o custo de alimentação devido à maior exigência na manutenção”.
A percepção do consumidor também influencia a formação de preços. Em muitas culturas, ovos marrons são historicamente associados à produção caipira ou sistemas mais naturais, criando uma demanda diferenciada que permite preços premium.
Esta associação, embora sem fundamento científico em termos de qualidade nutricional, impacta as estratégias comerciais do setor.
O preço elevado dos ovos marrons não reflete superioridade nutricional ou gustativa, sendo resultado da combinação entre custos de produção mais altos e percepções de mercado.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão