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Nova tarifa dos EUA mantém distorções no comércio de café, diz BSCA

Entidade defende avanço rápido nas negociações; exportações brasileiras aos EUA recuaram cerca de 55% desde o início do tarifaço

Foto: Adobe Stock

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) afirmou, neste sábado, 15, que a nova ordem executiva dos Estados Unidos, assinada pelo presidente Donald Trump, mantém barreiras que prejudicam as exportações do setor. A medida reduz de 50% para 40% a tarifa aplicada sobre o café do Brasil, retirando, portanto, apenas a taxa recíproca de 10%.

A entidade lamentou que a decisão não tenha eliminado totalmente o aumento imposto. “ A manutenção de elevada posição tarifária imposta ao Brasil, amplia as distorções no comércio e tende a intensificar, no curto prazo, a queda nas exportações de cafés especiais aos Estados Unidos”, disse a associação em nota.

De agosto a outubro, período de vigência do tarifaço, as vendas do Brasil para o principal mercado do setor recuaram cerca de 55%. Os embarques caíram de 412 mil para 190 mil sacas de 60 quilos.

A BSCA defende avanço rápido nas negociações bilaterais. A entidade “anseia pela aceleração das negociações entre Brasil e EUA, de modo a corrigir as distorções no comércio cafeeiro entre os países”, e espera que o fluxo seja restabelecido “o mais rápido possível, já nas próximas semanas, dada a urgência que o tema demanda”.

Para Welber Barral, colunista do Agro Estadão e ex-secretário de Comércio Exterior, a decisão de Trump partiu da pressão dos consumidores norte-americanos, por conta da inflação nos EUA. “Os produtos que eles não têm eles buscaram baixar. O café, por exemplo, subiu 21%. Então, eles derrubaram a ordem executiva de abril, que colocava 10% para todos os países. Foi isso que caiu. Todas as outras ordens executivas continuam. Os 40% do Brasil está mantido e depende de negociação”, disse ao Agro Estadão

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