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Tarifaço dos EUA afeta até preços do café vendido a outros países

Na semana passada, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, acenou com a possibilidade de suspender o tarifaço por 90 dias, até que se chegue a um acordo final. Ferreira diz que não é possível para o setor aguardar esse prazo. Desde o início do tarifaço de 50%, de agosto até outubro, as exportações de café para os EUA caíram 51,5%, para 983,97 mil sacas.

No dia 14, o governo americano suspendeu parte das tarifas recíprocas de 10% aplicadas a todos os parceiros comerciais sobre uma série de produtos agrícolas. No caso do café brasileiro, a tarifa passou de 50% para 40%. “Com a tarifa de 40% para o café brasileiro e zerada para outros concorrentes, a situação piorou bastante. Estão entrando as safras da Colômbia, América Central e do Vietnã, que vão exportar sem tarifa, enquanto o Brasil tem tarifa de US$ 200 para uma saca de US$ 500 na bolsa. Não tem como exportar”, diz Ferreira.

Para ele, se não houver redução na tarifa, há risco de as exportações brasileiras caírem 80%. “Desde o começo do tarifaço não se fecha contrato novo. E mais de 50% dos contratos antigos estão sendo postergados ou suspensos.”

O cenário é confirmado pelo presidente da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), que responde por 20% dos embarques aos EUA. Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé, diz que desde que o tarifaço entrou em vigor, os embarques aos EUA caíram para 35 mil sacas — eram de 380 mil sacas no mesmo intervalo de 2024.

Alckmin informou aos executivos que vai encaminhar a demanda do setor ao Planalto e disse estar otimista com a evolução das negociações com os Estados Unidos.

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