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Editorial: Meningite: vacinação é urgente

Santa Catarina assiste com preocupação ao aumento, ao longo dos anos, dos casos de meningite, com crescimento no número de notificações e mortes. Os dados da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), da Secretaria de Estado da Saúde, mostram a evolução: em 2021, foram registrados 14 casos, 26 em 2022, 30 em 2023 e 28 em 2024.

Neste ano, até o dia 31 do mês passado, o total chegou a 36 casos. O número de mortes saltou de três em 2024 para sete até outubro deste ano. Diante desse cenário, o alerta público para a vacinação não poderia ser mais pertinente.

A meningite – em especial a meningite bacteriana – é uma doença de evolução rápida, com potencial de causar danos irreversíveis, inclusive a morte, em questão de horas. Por isso a necessidade de mobilização coletiva em torno das vacinas que previnem essas formas graves da doença – o governo do Estado emitiu alerta para a importância da imunização em todo o território catarinense.

O acesso à imunização está disponível gratuitamente no sistema público de saúde. O PNI (Programa Nacional de Imunizações) para o público-alvo. Ou seja: a estrutura da proteção existe. Falta apenas que a adesão – por parte de famílias e da sociedade como um todo – seja plena. Vacinar não é um direito individual apenas: é dever coletivo.

Quando indivíduos se vacinam, além de protegerem a si próprios, reduzem a circulação da bactéria ou vírus, fortalecendo a chamada imunidade de rebanho e diminuindo as chances de surtos que podem atingir os mais vulneráveis — bebês, crianças, idosos, portadores de doenças crônicas. Em um momento em que casos graves da meningite voltam a aparecer com força, esse aspecto coletivo da vacinação ganha urgência.

Além da imunização, a prevenção também exige cuidados complementares: manter ambientes bem ventilados, lavar as mãos com frequência, limpar superfícies, evitar o compartilhamento de utensílios pessoais — especialmente em creches, escolas e ambientes coletivos — são medidas que ajudam a frear a transmissão de doenças que atingem o sistema nervoso central. Mas é sempre bom lembrar que essas medidas ficam incompletas se a imunização não estiver em dia.

A saúde pública exige vigilância constante, e a vacinação é uma das armas mais poderosas, baratas e eficazes que temos. Vacinar é proteger, e mais do que tudo, vacinar é urgente.

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