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Homem conhecido como “Cicatriz” é preso suspeito de matar mulher em SP

Testemunhas relataram que Angélica estava apenas de roupas íntimas e apresentava uma marca avermelhada no pescoço. A causa da morte ainda depende do laudo conclusivo do Instituto Médico Legal (IML).

Erick Pereira dos Santos já possuía passagens pela polícia por violência doméstica, injúria e ameaça. Ele foi encontrado pela PM oito dias após o corpo de Angélica ser localizado. Ao ser abordado, o suspeito negou o crime e tentou culpar um amigo.

A caçada e o envolvimento de uma testemunha-chave

A caçada a “Cicatriz” teve início a partir do registro das câmeras de segurança. Um morador da região, um professor de 39 anos, se tornou uma peça-chave no caso. Dias antes, ele havia tido duas bicicletas furtadas e estava monitorando os passos de Erick “Cicatriz”, chegando a montar campana no próprio carro.

Quando o suspeito surgiu empurrando o carrinho, o professor decidiu segui-lo. Ao perceber que estava sendo seguido, “Cicatriz” empurrou o carrinho ladeira abaixo, abandonou o objeto e fugiu correndo em sentido oposto.

O professor se aproximou, acreditando que encontraria peças das bicicletas, mas localizou o corpo da vítima dentro do saco. A Polícia Militar foi imediatamente acionada, o local foi isolado, e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações.

A identificação de Angélica Alves Camargo foi feita por meio das impressões digitais. Após a identificação, um mandado de prisão temporária foi expedido contra Erick Pereira dos Santos.

Investigação sobre coautoria e motivação

Três equipes do DHPP se empenharam no rastreamento do suspeito. No Brasil Urgente, o repórter Lucas Martins detalha que a polícia trabalha para esclarecer se Angélica conhecia “Cicatriz” ou se foi atacada aleatoriamente.

Moradores da região viram o suspeito andando com duas mulheres dois dias antes de o corpo ser encontrado. A polícia investiga se uma dessas mulheres seria Angélica e se houve disputa, agressão, retenção, emboscada ou alguma outra circunstância que antecedeu a morte.

O amigo de Erick Pereira dos Santos, a quem o suspeito tentou atribuir a culpa, também foi detido e ouvido no DHPP, mas foi liberado posteriormente. A investigação não descarta a possibilidade de coautoria, participação direta ou tentativa de ocultação de cadáver.

O Departamento de Homicídios segue cruzando imagens, depoimentos, o histórico criminal de “Cicatriz”, rotas e perícias. O laudo do IML será determinante para fechar a dinâmica exata do crime, o tempo e o local da morte, e para verificar se Angélica tentou lutar por sua vida antes de ser colocada no carrinho. A polícia trabalha agora para esclarecer a real participação de cada envolvido e a motivação por trás da morte de Angélica.

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