Santa Catarina registrou redução de 94% no número de mortes por causa da dengue em relação ao ano passado. Em 2024, durante o ano todo, foram registradas 341 mortes pela doença, enquanto até o dia 5 deste mês o Estado contabilizou 21 mortes.
Mesmo que o ano não tenha terminado – faltam 21 dias para a chegada de 2026 -, é importante comemorar essa conquista: uma redução expressiva e potencialmente histórica.
Os dados da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) de Santa Catarina, que faz parte da Secretaria de Estado da Saúde, demonstram ainda queda de 92% no número de casos prováveis – foram 336.742 no ano passado e 25.846 neste ano. Mas esses números não caíram sozinhos.
Fazem parte das estratégias de políticas públicas adotadas pelo Estado e pelos municípios. Entre as iniciativas, a adoção de medidas preventivas eficazes, as melhorias na vigilância, do controle de vetores, como a aplicação do Fumacê, o inseticida, pelas ruas para eliminar criadouros, e da resposta rápida aos surtos da doença.
É claro que os fatores climáticos também contribuíram para a redução nos números – temperaturas mais baixas e períodos de seca naturalmente reduzem a incidência do Aedes Aegypti. Mas é preciso reconhecer o trabalho de conscientização da comunidade, para que faça o seu trabalho para eliminar os focos do mosquito, como não deixar água parada em vasos, pneus, calhas e lixo.
É importante também prevenir as picadas do transmissor com repelentes com Deet e Icaridina e uso de roupas de mangas compridas. Telas em janelas e portas e mosquiteiros também contribuíram para esses números. A dedicação de cada pessoa de usar 10 minutos na semana para cuidar da prevenção dos focos do mosquito em casa fez efeito.
Mas ainda é preciso que cada cidadão olhe para os terrenos baldios, para as piscinas malcuidadas, para o lixo ou móveis abandonados, que podem gerar acúmulo de água, e informar aos canais de atendimento ou ouvidorias das prefeituras. Cuidar da saúde da população é uma causa de todos.
A dengue está entre os principais problemas de saúde pública no mundo, é uma doença grave, que pode levar à morte. Mesmo com a redução considerável nos números, é preciso vigilância constante e que cada um siga fazendo a sua parte. Não podemos normalizar a perda de vidas para um problema que tem solução.