João Marcos Souza, da área de mercado externo da GrandValle, de Casa Nova, disse que a taxação de 40% afetou a expansão de novas parcerias pela empresa produtora e exportadora de frutas. “Mas os parceiros [comerciais] que já estavam com a gente, eles vestiram a camisa e tentaram trabalhar do nosso lado, o que ajudou a manter a exportação aos EUA”.
Com a retirada da taxação para a manga, a expectativa de produtores da região é de normalização e aumento das vendas aos EUA na próxima temporada. Persiste, porém, a preocupação em relação à uva de mesa, que continua taxada, o que fez as vendas ao mercado americano despencarem. Pernambuco e Bahia são os dois principais exportadores.
“Espera-se que nas próximas temporadas haja também a saída da uva [da lista de produtos afetados pelo tarifaço]”, disse Souza, da GrandValle, acrescentando que apenas uma variedade de uva tem sido exportada para os EUA.
O presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, disse estar otimista em relação à retirada da taxação sobre a uva brasileira, enquanto o governo brasileiro segue em negociações com as autoridades americanas. “Os EUA não são autossuficientes”, disse.
De agosto a novembro, as exportações brasileiras de uva para os EUA caíram 67% em comparação com igual intervalo de 2024, para 2,312 mil toneladas. A receita teve queda semelhante, para US$ 7,451 milhões, segundo o ComexStat.