Não será apenas o IPVA que dará dores de cabeça para os motoristas em 2026. Já a partir de 1 de janeiro do ano que vem, gasolina e diesel ficarão mais caros nas bombas. Em 2025, a Petrobras fez movimentos de redução nos valores dos combustíveis entregues às distribuidoras e, dessa vez, o aumento no preço dos combustíveis não será culpa da empresa.
No primeiro dia de 2026, entra em vigor uma nova alíquota fixa de ICMS que aumentará o preço cobrado por litro de gasolina e diesel vendidos nas bombas de todo o Brasil. A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes), disse que “dada a relevância das matérias-primas, a tendência é que haja impacto em toda a economia”, ao se comunicar sobre a atualização do imposto aprovada pelo CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária).
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Fonte: Divulgação
Conforme os dados, a gasolina terá reajuste de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57, com alta de 6,8%. O diesel e o biodiesel passarão de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, acréscimo de R$ 0,05 por litro e aumento de 4,4%. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, terá a alíquota elevada de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, equivalente a um reajuste de 5,7% e alta de R$ 1,05 por botijão (de 13 kg).
Desde 2022, por força da Lei Complementar nº 192, o ICMS sobre combustíveis deixou de ser calculado como um percentual sobre o preço e passou a ser cobrado como um valor fixo por litro ou quilo, modelo conhecido como alíquota ad rem. O aumento de 2026 será o segundo ano seguido de alta do ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro deste ano, também houve elevação do imposto. Com isso, a tendência é de novos aumentos nos preços dos combustíveis para o consumidor final.
Posto de Combustível – Abastecimento
De quanto será o aumento?
De acordo com o economista-chefe da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), João Gabriel Pio, caso o aumento do ICMS seja repassado integralmente ao consumidor final, os preços dos combustíveis deverão subir, em média, R$ 0,10 por litro na gasolina, R$ 0,05 por litro no diesel e R$ 0,08 por quilo no GLP. “Esses reajustes refletem exclusivamente o efeito tributário e não consideram outros fatores relevantes, como o câmbio, o preço internacional do petróleo ou a política de preços das refinarias”, diz.
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