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Editorial: Trânsito: ação conjunta e permanente

Os acidentes nas rodovias continuam sendo uma das principais causas de mortes evitáveis. Apesar dos avanços tecnológicos nos veículos e das constantes campanhas de conscientização, a imprudência ainda reina no trânsito e transforma estradas em cenários de tragédia. Reduzir esse quadro exige uma ação conjunta e permanente de órgãos públicos, concessionárias e dos próprios motoristas.

A Operação Ano Novo, da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que começou no dia 30 de dezembro e terminou no último domingo (4), registrou mais acidentes, mais feridos e menos mortes nas rodovias federais em comparação aos dados de 2024/2025.

Foram 134 acidentes, aumento de 13% em comparação com os dados de 2024/2025; 159 feridos (aumentou em 4%) e três mortes (no período anterior, foram oito mortes). Apesar da aparente melhora, os números ainda são preocupantes.

Conforme a PRF, muitos motoristas insistem em dirigir embriagados, usar celular enquanto dirige, desrespeitar as leis de trânsito e fazer ultrapassagens em locais proibidos. Conforme a PRF, essas são as principais ocorrências registradas no trânsito em Santa Catarina.

Cabe ao Poder Público e às concessionárias que administram trechos pedagiados investir de forma contínua em infraestrutura viária de qualidade. Rodovias bem sinalizadas, iluminadas e conservadas reduzem riscos e oferecem mais segurança aos usuários.

Além disso, é fundamental fortalecer a fiscalização, ampliando o uso de tecnologias como radares, câmeras e bafômetros, garantindo que as leis de trânsito sejam cumpridas. A certeza da punição é um fator decisivo para coibir comportamentos perigosos, como excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas e a combinação de álcool e direção.

No entanto, nenhuma política pública será plenamente eficaz se não houver mudança de comportamento por parte dos motoristas. A imprudência nasce, muitas vezes, da falsa sensação de controle, da pressa e da falta de empatia com o próximo.

Dirigir exige responsabilidade coletiva: cada decisão ao volante pode preservar ou tirar vidas. Respeitar limites de velocidade, manter distância segura, usar o cinto de segurança e jamais dirigir sob efeito de álcool não são apenas obrigações legais, mas atitudes de cidadania.

Acabar com a imprudência no trânsito é um desafio complexo, mas possível. Quando órgãos públicos cumprem seu papel de fiscalizar e educar, e motoristas assumem a responsabilidade por suas atitudes, o trânsito deixa de ser um espaço de disputa e passa a ser um ambiente de convivência. A segurança nas rodovias depende, acima de tudo, de consciência, educação e compromisso com a vida.

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