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Editorial: Água e saneamento como prioridade pública

Em entrevista ao Grupo ND, o presidente da Casan, Edson Moritz, fez um balanço das ações desenvolvidas ao longo de 2025 e apresentou as prioridades e projeções da companhia para este ano.

Normalmente, quando há chuvas intensas, um extravasamento pontual ou a redução temporária do abastecimento, a população costuma cobrar respostas rápidas e soluções duradouras. Mas é igualmente necessário olhar para o que a companhia está fazendo de forma estruturante, longe do “calor” das emergências, para garantir segurança hídrica, saúde pública e proteção ambiental.

A Casan tem apresentado avanços que merecem ser analisados com equilíbrio. A adoção de um planejamento permanente da Operação Verão, iniciado em 2023, mostra uma mudança de postura diante dos desafios sazonais de Florianópolis e da Grande Florianópolis.

O monitoramento em tempo real de estações elevatórias e sistemas de abastecimento indica um esforço para antecipar problemas e responder com agilidade a eventos extremos que, infelizmente, são cada vez mais frequentes.

Em episódios de chuvas intensas, a Casan adota procedimentos como redução preventiva da captação ou extravasamentos controlados, que fazem parte de protocolos técnicos, cujo objetivo é preservar as estruturas e minimizar danos maiores. Transparência nessa comunicação é fundamental para evitar desinformação e desconfiança.

No campo do abastecimento, a ampliação das reservas de água, o que o presidente chamou de reservação, é um passo estratégico. A instalação de 155 novos reservatórios até o fim do ano passado reforça a capacidade de resposta do sistema, especialmente em regiões críticas da Capital e do entorno. Ainda assim, o alerta permanece: sem reserva domiciliar adequada, qualquer sistema fica vulnerável. Essa é uma responsabilidade compartilhada entre a companhia e os cidadãos.

Já no caso do esgoto sanitário, os números impressionam. A retomada de obras históricas, como nos Ingleses, Saco Grande e Potecas, aliada a novos modelos operacionais, como o esgotamento sobre rodas, contribui para reduzir impactos ambientais e avançar no cumprimento do Marco Legal do Saneamento.

Deixar de lançar centenas de milhões de litros de esgoto na natureza não é detalhe, é ganho concreto para a saúde coletiva e para o turismo, principal ativo econômico de Florianópolis.

Os investimentos projetados, de R$ 750 milhões este ano e cerca de R$ 2,5 bilhões em quatro anos, sinalizam que o saneamento voltou ao centro das prioridades públicas. O desafio, agora, é transformar números em resultados visíveis no cotidiano do cidadão. Florianópolis precisa, mais do que promessas, de continuidade, planejamento e compromisso com o futuro.

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