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Safra recorde no país acentua aperto na armazenagem de grãos

Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber, maior empresa do segmento no país, diz que a demanda por armazéns por parte de usinas de etanol de milho e biodiesel cresce enquanto há uma retração nas encomendas por parte de agricultores. A empresa registrou queda de 3,3% na receita operacional líquida de vendas de soluções para fazendas nos nove primeiros meses de 2025, somando R$ 377,3 milhões, e recuo de 12,2% na receita de vendas para agroindústrias, a R$ 360,9 milhões.

As causas foram a queda nos preços das commodities, os custos atrelados ao dólar, o crédito escasso e os juros altos que afetam a capacidade de investimento do setor. A companhia informou que as negociações foram mais tardias em 2025 e houve uma carteira “mais interessante” para agroindústrias na virada do ano.

“A expectativa para 2026 é de uma demanda aquecida. O volume de silos, secadores e máquinas de limpeza está no nível recorde. Será um ano de volume recorde de equipamentos para armazenagem. As margens vão ser mais apertadas, mas com volume robusto”, afirma Nogueira.

Entre projetos que têm demandado equipamentos para silagem e armazenagem ele cita o da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, de Maringá (PR), que investe R$ 1,5 bilhão entre 2024 e 2027 em um complexo de esmagamento de soja e produção de biodiesel, com terminal rodoferroviário e armazéns para 400 mil toneladas de capacidade estática de grãos.

Outro exemplo citado por ele é o da usina de etanol de trigo e de DDG (Grãos Secos de Destilaria) da Be8 em Passo Fundo (RS), um projeto orçado em R$ 1,1 bilhão, que inclui um complexo de beneficiamento e armazenagem de grãos com capacidade para 160 mil toneladas de trigo.

Ricardo Marozzin, presidente da Grain & Protein Tecnologies, detentora das marcas GSI, Cumberland, AP e Agromarau, diz que no segmento de proteína animal, a perspectiva é de demanda aquecida com a agroindústria buscando ganho de escala e inovação na exportação.

“No segmento de grãos, os fazendeiros seguirão muito desafiados em função das margens apertadas e do alto custo de produção, além de obrigações contratadas em ciclos anteriores que reduzem a disponibilidade de fluxo de caixa”, afirma Marozzin.

Já as indústrias de processamento de grãos e de biocombustíveis, acrescenta, devem seguir investindo em aumento da capacidade estática de armazenagem, como forma de proteção de custeio ou para uso de insumos ao longo do ano. “Então, entendemos que o ambiente de armazenagem vai ser neutro, não mudam muito os fundamentos em relação ao que vivenciamos, confrontamos ao longo de 2025”, diz o executivo.

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