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usos da construção ao paisagismo| Agro Estadão

No coração da Amazônia, espécie se destaca pelo tronco brilhante e uso na construção

Foto: Adobe Stock

Em meio à milhares de plantas na floresta amazônica, o pau-mulato impressiona pelo visual escultural, resultado da troca natural de sua casca, que revela cores verdes, amareladas e avermelhadas. 

Esta árvore nativa das várzeas amazônicas (áreas que ficam alagadas durante as cheias dos rios) se tornou símbolo da riqueza florestal brasileira. Oferece usos que vão desde a construção de barcos pelos ribeirinhos até produtos de beleza modernos. 

Conhecida popularmente como “árvore da juventude”, carrega tradições antigas em suas fibras, enquanto desperta interesse científico pelas propriedades de sua casca.

Características do pau-mulato

O nome científico Calycophyllum spruceanum (Benth.) K.Schum. garante que não haja confusão com outras plantas. Os nomes populares mais usados são “pau-mulato” e “mulateiro”, principalmente na região amazônica. Em alguns locais também chamam de “pau-marfim” e “escorrega-macaco”.

O tronco é a parte mais impressionante da árvore. Tem superfície lisa e brilhante, resultado da troca natural da casca externa. 

Este processo revela camadas internas com cores variadas entre verde-claro, marrom e tons avermelhados, dando origem ao nome popular que lembra a pele de cor mista. 

A árvore cresce bastante, chegando entre 15 e 40 metros de altura, com tronco de 30 a 40 centímetros de largura.

As folhas têm formato oval, cor verde intensa e superfície brilhante. As flores são pequenas e cheirosas, surgindo em grupos no final dos galhos. Os frutos são pequenas cápsulas com sementes que têm uma espécie de “asinha” para voar com o vento. 

A árvore possui anéis de crescimento bem marcados, permitindo saber sua idade e as mudanças do clima durante seu crescimento.

Onde encontrar o pau-mulato

O pau-mulato cresce naturalmente na América do Sul, principalmente no bioma amazônico. No Brasil, é mais comum nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará e Rondônia. 

A árvore prefere as florestas de várzea, que têm solos ricos em nutrientes, depositados durante as enchentes anuais dos rios. Estas áreas têm umidade alta, temperatura constante, e o nível da água muda conforme a época do ano.

A árvore também existe em países vizinhos como Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, sempre perto dos rios amazônicos.

Os usos multifacetados do pau-mulato

pau-mulato
Foto: Adobe Stock

Pau-mulato na construção e indústria madeireira

A madeira do pau-mulato é pesada e resistente e mais pesada que a água. Essas características, junto com a facilidade para trabalhar com ela, tornam o material muito valorizado para construções que precisam ser duráveis. 

A madeira raramente racha ou empena, sendo ideal para pisos, móveis e estruturas que ficam expostas à umidade.

As comunidades ribeirinhas da Amazônia usam tradicionalmente esta madeira para fazer barcos, casas sobre palafitas (estacas) e utensílios domésticos. 

Mulateiro: a “árvore da juventude” e suas propriedades

O apelido “árvore da juventude” vem do uso tradicional da casca em produtos de beleza e remédios caseiros. 

A tradição popular atribui poderes rejuvenescedores, cicatrizantes e antioxidantes aos compostos presentes na casca, incluindo taninos (que dão gosto amargo), alcaloides e cumarinas.

Pau-mulato no paisagismo

O potencial decorativo do pau-mulato está na beleza escultural do tronco e na copa bem formada em formato de coluna. Para arborização urbana, tem vantagens importantes: raízes profundas que não quebram calçadas, altura compatível com fios elétricos e pouca necessidade de poda.

A árvore se adapta bem a calçadas estreitas porque o tronco cresce reto para cima. É usada com sucesso na formação de fileiras de árvores em parques e grandes jardins, oferecendo sombra adequada e visual marcante. 

O crescimento moderadamente rápido permite que se estabeleça relativamente rápido em projetos de paisagismo.

Desafios e a importância da conservação do pau-mulato

O pau-mulato se reproduz principalmente por sementes, que perdem a capacidade de germinar rapidamente se não forem plantadas logo. O cultivo precisa de atenção às condições de umidade e temperatura específicas do ambiente natural. 

O desmatamento é a principal ameaça à conservação da espécie. A retirada excessiva de casca para fins cosméticos também é um risco, especialmente quando feita sem cuidado com a sustentabilidade.

Projetos de conservação incluem sistemas de manejo florestal sustentável focados no controle da regeneração natural. 

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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