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EUA anunciam US$ 100 milhões para conter praga da pecuária

Recursos vão financiar projetos para conter o avanço da praga bicheira-do-novo-mundo a partir do México e da América Central

No Brasil, a enfermidade é conhecida como berne, causada pela mosca-da-bicheira. Foto: Adobe Stock

O governo dos Estados Unidos anunciou, na última semana, um pacote de investimentos de até US$ 100 milhões para conter a disseminação da bicheira-do-novo-mundo, considerada uma das pragas mais perigosas para a pecuária e a segurança alimentar.

O anúncio foi feito pela secretária de Agricultura dos EUA, Brooke L. Rollins, com o lançamento do chamado Grande Desafio contra a NWS, iniciativa coordenada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), por meio do Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS).

De acordo com a nota publicada pelo USDA, os recursos serão destinados ao financiamento de projetos voltados ao aumento da produção de moscas estéreis — principal ferramenta de controle da praga —, ao desenvolvimento de novas armadilhas e sistemas de alerta, além de pesquisas em tratamentos e terapias para animais afetados. O objetivo  é impedir o avanço da praga em direção ao território norte-americano, especialmente a partir do México e da América Central.

“Este é um investimento estratégico nos agricultores e pecuaristas americanos e uma ação fundamental para proteger nosso abastecimento alimentar, nossa economia e a segurança nacional”, afirmou Rollins.

Os projetos poderão ser apresentados até 23 de fevereiro e os selecionados terão acesso aos recursos conforme critérios técnicos e científicos estabelecidos pelo USDA.

Sobre a bicheira-do-novo-mundo

No Brasil, a enfermidade é conhecida como miíase, popularmente chamada de berne, causada pela mosca-da-bicheira. Presente há décadas na rotina da pecuária, a doença provoca perdas de produtividade e prejuízos econômicos relevantes. Embora o nível de alerta para a sanidade animal seja considerado alto, o convívio histórico com a praga moldou a cultura dos produtores brasileiros, que, em geral, estão preparados para identificá-la rapidamente e adotar medidas de controle no manejo do rebanho. Saiba mas como ocorre essa infecção aqui. 

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