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Descubra a diferença entre taioba mansa e taioba brava

Para evitar irritações na garganta, a taioba mansa nunca deve ser consumida crua; o refoga ou cozimento quebra os cristais de oxalato

Foto: Adobe Stock

A taioba é uma planta que cresce facilmente no Brasil e faz parte da alimentação tradicional, especialmente em Minas Gerais. Embora seja nutritiva e barata de cultivar, muitas pessoas confundem a espécie comestível com a venenosa. 

Por isso, saber diferenciar a taioba mansa da taioba brava é fundamental para comer com segurança.

O que é a taioba e por que cultivar

A taioba cresce na América Central e do Sul e se adaptou muito bem ao clima brasileiro. É uma planta resistente que não precisa de muitos cuidados para crescer, o que a torna ideal para quem quer produzir alimento gastando pouco.

A planta tem folhas grandes em formato de coração e tanto as folhas quanto as raízes servem para alimentação. Segundo a Embrapa, ela pode ser cultivada o ano todo em regiões quentes, desde que tenha água suficiente.

A taioba ajuda na segurança alimentar das famílias porque cresce fácil, custa pouco e oferece muitos nutrientes importantes. Além disso, é resistente naturalmente, dispensando o uso de produtos químicos.

Diferenças entre taioba mansa e taioba brava

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Taioba mansa (esq.) e Taioba brava (dir.). Foto: Adobe Stock

Saber reconhecer as duas espécies pode salvar vidas, já que a taioba brava é venenosa e causa graves problemas se consumida.

A taioba mansa, que pode ser comida, tem características bem específicas. Onde a folha se divide em duas partes (como duas orelhas), essas partes se encontram exatamente no local onde o talo da folha começa. 

Além disso, existe uma linha que contorna toda a borda da folha. O talo sempre tem cor verde clara.

Já a taioba brava mostra sinais de perigo claros. As duas partes da folha não se encontram no talo, fica um espaço vazio entre elas. O talo costuma ter cor roxa ou manchas escuras onde a folha se liga a ele.

  • A taioba brava tem muito oxalato de cálcio, uma substância que queima;
  • Quem come por engano sente sufocamento e queimação na boca e garganta;
  • Se tiver qualquer dúvida sobre qual espécie é, não consuma.

A regra mais importante é: se o talo tiver cor roxa ou manchas roxas, provavelmente é a espécie venenosa. A taioba mansa sempre tem cor verde clara em toda a planta.

Benefícios nutricionais da taioba

A taioba é rica em vitaminas e minerais essenciais para a saúde. Ela tem muita Vitamina A, importante para a visão e pele saudável. A quantidade dessa vitamina pode ser maior que a da cenoura ou espinafre.

A planta também oferece Vitamina C, ferro, potássio e cálcio. Comparada com a couve, a taioba tem o dobro de magnésio e fibras, além de duas vezes mais fósforo.

O ferro presente na taioba ajuda a combater a anemia, problema comum em muitas regiões. As vitaminas A e C fortalecem o sistema de defesa do corpo. As fibras melhoram a digestão e ajudam a controlar o açúcar no sangue.

Como preparar a taioba mansa com segurança

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Foto: Adobe Stock

Mesmo sendo a espécie comestível, a taioba mansa precisa de cuidados no preparo. Ela nunca deve ser comida crua porque tem oxalatos (substâncias que irritam a boca e garganta).

O cozimento correto elimina essas substâncias irritantes. Primeiro, retire as nervuras mais grossas do meio das folhas. Depois, rasgue ou corte as folhas em pedaços pequenos e refogue bem com temperos.

Em Minas Gerais, a taioba é usada em recheios, bolinhos ou junto com angu. O importante é cozinhar por tempo suficiente para quebrar os cristais que causam irritação.

Para colher, escolha folhas bem desenvolvidas, mas ainda jovens e macias. Depois de colhidas, as folhas murcham rápido, então guarde em lugar fresco ou na geladeira. Consuma logo para aproveitar melhor as vitaminas.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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