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Aranha pica Lula e muda a economia

A ministra do TSE, Estela Aranha, proibiu a exibição de uma cadeira vazia com o nome de Lula no debate presidencial de 1º de outubro de 2026, organizado pela TV Globo. A decisão, considerada autoritária, gerou insegurança jurídica e levou ao cancelamento do debate. A TV Globo criticou a interferência judicial, que visava favorecer o presidente. O mercado reagiu negativamente, prevendo um resultado desfavorável a Lula. O debate cancelado privou o público de informações econômicas cruciais.

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha foi de uma maldade exemplar com seu patrono, o presidente da República, ao proibir a exibição de uma cadeira vazia com o nome de Lula no debate marcado para 1º de outubro de 2026 pela TV Globo, no qual se confrontariam os candidatos à Presidência na eleição deste domingo.

Os efeitos da decisão da juíza Aranha poderão ser devastadores para os resultados do pleito de depois de amanhã. Ela expôs a fragilidade da posição do presidente, sem medir consequências sobre o impacto de seu voto não somente sobre a votação, mas sobre a economia brasileira. Afinal, uma coisa é a economia sob o governo do PT, outra sob um governo da oposição.

As mudanças no caso de derrota do PT deverão ser enormes, alcançando não somente os orçamentos, mas também a política monetária e a taxa de juros. Se o viés for positivo, os devedores poderão pagar juros menos extorsivos e os credores poderão deixar de usufruir de uma das maiores taxas pagas a aplicadores em todo o mundo civilizado.

Para agravar os problemas do presidente, outro dos seus (aparentemente) simpatizantes, o ministro Gilmar Mendes, determinou que do debate previsto – e afinal cancelado – participasse o candidato Renan Santos.

As decisões, entre elas a da ministra do TSE Estela Aranha, privaram o Brasil de informações econômicas preciosas sobre o futuro e sobre como desarmar a bomba da gastança Foto: Luiz Roberto/TSE

As decisões de Aranha e Mendes não levaram em conta que as regras do debate haviam sido previamente discutidas com os candidatos e que estes haviam concordado com elas. Ou seja, houve um desrespeito geral – à TV Globo e aos candidatos, tratados como néscios acerca das próprias conveniências e desejos. Foram, portanto, decisões de cunho autoritário, com implicações imprevisíveis para o futuro.

A TV Globo cancelou o debate, argumentando: “Nosso dever é o de promover a democracia, mas as sucessivas decisões judiciais tomadas pouco antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais”.

Predominou a percepção de que o objetivo oculto das decisões era o de criar condições menos desfavoráveis ao presidente da República. Indaga-se: um político com tanta experiência e qualificação precisa disso? É claro que não, salvo se já estiver em maus lençóis. E isso ficou exposto, a ponto de no dia seguinte os mercados operarem em forte alta, antevendo um resultado desfavorável a Lula.

O pior é que o debate previa um avanço notável nas expectativas econômicas. O candidato da oposição seria pressionado a expor os princípios da sua política econômica, sob pena de desgastar um capital político que parecia crescer nas últimas semanas. As decisões privaram o Brasil de informações econômicas preciosas sobre o futuro e sobre como desarmar a bomba da gastança desenfreada neste ano com vistas a reeleger o incumbente.

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