A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça-feira (29), do 2º Encontro Diálogos sobre o Acordo Mercosul–União Europeia, promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), em Brasília (DF). No evento, a entidade discutiu as oportunidades previstas no acordo para o produtor rural brasileiro, com destaque para compras governamentais e para os requisitos de acesso ao mercado europeu.
Durante o encontro, a assessora de Relações Internacionais da CNA, Isadora Souza, afirmou que Brasil e União Europeia já mantêm fluxo intenso de comércio de bens e serviços. Segundo ela, um acordo dessa dimensão pode ampliar e aprofundar as relações comerciais e de investimentos entre os dois blocos.
Isadora destacou que a abertura de mercado e o aproveitamento efetivo das oportunidades são etapas distintas. De acordo com a assessora, transformar possibilidades em contratos exige informação, capacitação e condições para atender aos requisitos das licitações.
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Entre os pontos citados, estão a necessidade de identificar licitações em aberto e de avaliar exigências como idioma, certificações, comprovação de experiência e condições de fornecimento. A assessora observou que, para empresas que já exportam, as compras governamentais podem representar um novo canal de negócios. Para quem pretende iniciar atuação no mercado internacional, a preparação foi apontada como fator central.
A CNA também ressaltou que as oportunidades devem ser analisadas conforme as entidades, os produtos e os serviços abrangidos pelos compromissos previstos no acordo. No debate, as compras públicas foram apresentadas como instrumento de políticas públicas e também como canal de comercialização.
A entidade informou que mantém uma página específica para esclarecimentos sobre o acordo Mercosul–União Europeia, além de produzir materiais técnicos e promover discussões voltadas ao apoio aos produtores na identificação e no aproveitamento das oportunidades comerciais.
No encontro em Brasília, a CNA defendeu que o avanço do acordo passa não apenas pela ampliação do acesso ao mercado europeu, mas também pela preparação de produtores e empresas para atender às regras e participar de oportunidades de compras governamentais.
Fonte: cnabrasil.org.br