O Ibovespa operava em baixa nesta sexta-feira (25), pressionado pela leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de setembro acima das projeções do mercado, além da cautela com questões fiscais no Brasil e da fraqueza das bolsas em Nova York. A queda do petróleo também contribuía para o movimento do índice.
Às 11h15, o Ibovespa cedia 0,81%, aos 182.473,08 pontos. Na mínima do dia, marcou 182.151,01 pontos, com recuo de 0,99%. A máxima foi de 184.214,48 pontos, alta de 0,14%, após abertura estável em 183.963,28 pontos. Na véspera, o índice fechou em baixa de 0,99%, aos 183.965,91 pontos, acumulando perda semanal de 0,68%, depois de recuo de 1,06% na semana anterior.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, após recuo de 0,40% em agosto. O resultado ficou acima de todas as estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,45% a 0,66%, com mediana de 0,53%.
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Segundo Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos, o IPCA-15 pesa negativamente no curto prazo e a expectativa de alta de juros pelo Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, reforça a cautela para o trimestre. Além da inflação, investidores acompanham a pesquisa Datafolha e a previsão de anúncio de medidas do governo federal voltadas à proteção da economia popular.
Entre as iniciativas previstas estão um programa para quitar dívidas antigas de famílias, estudantes, empreendedores e agricultores rurais com recursos do Tesouro, além de uma medida provisória para proibir bets e jogos como o “tigrinho”. Analistas apontam aumento da cautela fiscal diante dessas medidas.
No exterior, as bolsas em Nova York mostravam fraqueza. No mercado de commodities, o petróleo recuava mais de 1% às 11h15, com o Brent a US$ 98,85 por barril. Não houve negociação do minério de ferro na Bolsa de Dalian por causa de feriado.
O pregão desta sexta-feira (25) reuniu pressão inflacionária doméstica, atenção às medidas fiscais do governo federal, fraqueza dos mercados em Nova York e queda do petróleo, em um quadro de cautela para o mercado acionário brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo