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Como uma Incubadora com IA Pode Salvar Bebês Prematuros

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Em 2023, quase 12% dos nascimentos no Brasil foram de bebês prematuros — cerca de 300 mil crianças. Além de estar acima da média global, estimada em 10%, o país figura entre os dez com maior número anual de nascimentos prematuros.

Os riscos associados à complicação durante o nascimento envolvem complicações respiratórias, infecciosas, cardiovasculares, oftalmológicas e neurológicas. Segundo a ONG Prematuridade.com, a taxa de sobrevivência varia conforme o tempo de gestação: bebês nascidos com 22 semanas têm de 2% a 15% de chances de sobrevivência, enquanto os que chegam entre 33 e 36 semanas superam os 95%.

O cuidado com esses recém-nascidos exige internação em UTIs neonatais, ambiente em que Patricia David, supervisora de treinamento e educação da Dräger Academy, atuou por quase 20 anos. Na multinacional alemã, a fisioterapeuta auxilia médicos, enfermeiros e técnicos no uso dos equipamentos da marca.

Entre as soluções está o Babyleo TN500, primeira incubadora híbrida equipada com ferramentas de inteligência artificial e aprendizado de máquina, projetada para automatizar funções essenciais ao desenvolvimento do bebê. “Eu costumo dizer que essa incubadora funciona como um útero fora da mãe, um espaço em que a criança pode se desenvolver em um ambiente quente, úmido, protegido de ruídos e luminosidade”, explica David.

A especialista destaca que a automação do sistema evita que o recém-nascido fique desassistido por longos períodos e otimiza o trabalho das equipes médicas. “Normalmente, o controle de temperatura é feito de forma manual, com aferições e ajustes constantes. No caso do Babyleo, esse controle é automático. O sistema monitora continuamente a temperatura do bebê por meio de sensores e, se identifica alguma variação em relação à temperatura-alvo, ajusta as fontes de calor para manter a estabilidade térmica”, detalha.

Segundo Patricia, a automação também reduz o risco de infecções, já que diminui a necessidade de manuseio do bebê. Além do controle térmico e de outras funções vitais, o equipamento permite o uso de sons familiares — como vozes e músicas enviadas pelos pais — para reduzir o estresse e fortalecer o vínculo afetivo durante a internação.

“Estamos comprometidos em transformar o cuidado neonatal com tecnologia de ponta. Nosso objetivo é garantir que todos os bebês prematuros tenham não apenas uma chance de sobreviver, mas também de crescer e se desenvolver com qualidade”, conclui Pedro Schneider, diretor de vendas, marketing e serviços da Dräger.

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