País deve passar Canadá e se tornar 3º maior exportador da proteína no mundo
As exportações brasileiras de carne suína bateram novo recorde em 2025, com mais de 1,5 milhões de toneladas vendidas ao exterior. De acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esse volume é 11,6% maior do que o observado em 2024 — ano que detinha o recorde até então.
Ainda conforme a entidade, esse resultado deve garantir que o Brasil assuma a terceira colocação no ranking dos principais exportadores de carne suína globalmente, passando o Canadá. O faturamento obtido pelo comércio da proteína ultrapassou os US$ 3,6 bilhões no ano passado. Na comparação com 2024, o desempenho é 19,3% superior.
Na lista dos principais compradores da carne suína brasileira, as Filipinas aparecem em primeiro, consolidando um movimento observado nos últimos anos — em 2024, o país assumiu pela primeira vez esse posto. Os principais destinos foram:
- Filipinas, com 392,9 mil toneladas (+54,5%);
- China, com 159,2 mil toneladas (-33,9%);
- Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%);
- Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%);
- Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%).
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, comentou sobre os parceiros comerciais e reforçou o processo de diversificação que os exportadores brasileiros têm buscado. “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, ressaltou em nota.
Ainda conforme a ABPA, o mês de dezembro ajudou no resultado acumulado do ano. Foram 137,8 mil toneladas comercializadas para o estrangeiro, o que é 25,8% maior do que o observado em dezembro de 2024. Já a receita somou US$ 324,5 milhões, crescimento de 25,6%.