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Brasil tem recorde na exportação de carne suína em 2025

País deve passar Canadá e se tornar 3º maior exportador da proteína no mundo 

Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

As exportações brasileiras de carne suína bateram novo recorde em 2025, com mais de 1,5 milhões de toneladas vendidas ao exterior. De acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esse volume é 11,6% maior do que o observado em 2024 — ano que detinha o recorde até então. 

Ainda conforme a entidade, esse resultado deve garantir que o Brasil assuma a terceira colocação no ranking dos principais exportadores de carne suína globalmente, passando o Canadá. O faturamento obtido pelo comércio da proteína ultrapassou os US$ 3,6 bilhões no ano passado. Na comparação com 2024, o desempenho é 19,3% superior. 

Na lista dos principais compradores da carne suína brasileira, as Filipinas aparecem em primeiro, consolidando um movimento observado nos últimos anos — em 2024, o país assumiu pela primeira vez esse posto. Os principais destinos foram:

  • Filipinas, com 392,9 mil toneladas (+54,5%);
  • China, com 159,2 mil toneladas (-33,9%); 
  • Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%); 
  • Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%);
  • Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%).

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, comentou sobre os parceiros comerciais e reforçou o processo de diversificação que os exportadores brasileiros têm buscado. “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, ressaltou em nota. 

Ainda conforme a ABPA, o mês de dezembro ajudou no resultado acumulado do ano. Foram 137,8 mil toneladas comercializadas para o estrangeiro, o que é 25,8% maior do que o observado em dezembro de 2024. Já a receita somou US$ 324,5 milhões, crescimento de 25,6%.

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