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Ambev Investe em Tecnologia para Criar Marcas

A trajetória que separa as salas de aula da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) dos auditórios da Harvard University e do MIT, em Massachusetts, é “pavimentada por uma visão clara de futuro e pela capacidade de escalar negócios brasileiros globalmente”. Foi esse o tom do painel de Daniela Cachich, presidente da BeyondCo. (divisão da Ambev), na Brazil Conference 2026. Representando uma companhia que hoje figura entre as maiores do setor de bebidas no mundo, a executiva reforçou que “a tecnologia e a cultura de inovação são as ferramentas fundamentais para manter marcas centenárias relevantes em um mercado em constante mutação”.

Cachich explicou que a estrutura da Ambev permite que líderes atuem com uma mentalidade de “empreendedor corporativo, utilizando a robustez da companhia para tirar ideias do papel com agilidade”. Segundo ela, esse modelo é essencial para a gestão do portfólio da BeyondCo., que foca em produtos não alcoólicos e bebidas Ready-to-Drink (RTD), setores que exigem uma leitura rápida das novas tendências de consumo.

Um dos pontos centrais da apresentação foi o case do Guaraná Antarctica, marca que completou mais de 100 anos de história. Para Cachich, o desafio não é apenas manter a tradição, mas ressignificar a “brasilidade” para as novas gerações. “A gente vem fazendo isso com o Guaraná de forma muito estruturada, tanto do ponto de vista de produto quanto de funcionalidade”, pontuou, citando inovações como o Guaraná Zero e a versão com fibras. A estratégia de marketing também se adaptou, migrando da nostalgia dos comerciais de TV para parcerias estratégicas no streaming, como a recente colaboração com a Netflix para a série Wandinha.

Além da inovação de produto, a executiva destacou o compromisso social e o investimento na base do esporte como pilares de construção de marca a longo prazo. Citando o apoio ao futebol feminino, que a Ambev mantém há 25 anos, Daniela revelou dados alarmantes sobre a desigualdade de investimento: para cada nova jogadora de base que entra no futebol feminino no Brasil, existem 500 nos Estados Unidos. “Se a gente não fizer o trabalho de popular a base, a gente não vai conseguir perpetuar”, alertou. Para a jornalista e executiva, o papel das marcas modernas vai além do lucro; trata-se de criar conexões emocionais e deixar um legado consistente para a cultura popular brasileira.

A executiva também mencionou o Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) da Ambev, localizado no Parque Tecnológico da UFRJ, um dos principais hubs de pesquisa e desenvolvimento da empresa, operando com um investimento inicial reportado de R$ 180 milhões e uma estrutura de 15 mil metros quadrados que abriga mais de 100 pesquisadores dedicados à criação de novos produtos e embalagens. Segundo dados da companhia, o centro é responsável pelo desenvolvimento de cerca de 90% das inovações da Ambev na América Latina.

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