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Anvisa proíbe anéis de glicose sem eficácia comprovada

Apesar da proibição, os produtos seguem disponíveis em redes sociais, o que levou a agência a reforçar o alerta ao público.

Risco para pacientes diabéticos

Os anéis são comercializados como acessórios de uso no dedo, com promessa de medir oxigenação, atividade cardíaca e glicemia. 

A endocrinologista Luciana Schreiner explica que a utilização de aparelhos sem precisão é perigosa.

“Se existe um aparelho que não mede corretamente a glicose, ele não pode ser usado. É como um carro andar com o velocímetro errado. Isso coloca a vida da pessoa em risco porque ela pode tomar decisões equivocadas sobre comida ou medicação a partir de valores incorretos.”

O método seguro para monitorar a glicose continua sendo o exame feito com agulha ou, em alguns casos, sensores de glicemia aprovados pela Anvisa.

O caso dos pacientes

O risco é ainda maior para quem depende de acompanhamento contínuo, como a advogada Eliza, diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 15 anos. Ela já testou diferentes tratamentos e atualmente utiliza bomba de insulina com sensor cutâneo, que envia alertas quando o organismo precisa do hormônio.

A Anvisa reforça que qualquer dispositivo para controle do diabetes deve ter registro e comprovação científica de eficácia antes de ser comercializado. O objetivo é evitar que produtos sem validação científica induzam pacientes a decisões que comprometam a segurança e o tratamento.

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