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Após isenção de sobretaxa dos EUA, mercado reage, e preço na indústria sobe

A decisão norte-americana, que excluiu o suco de laranja da nova sobretaxa de importação de 40%, trouxe alívio imediato ao setor citrícola brasileiro. O contexto de baixa oferta global e os estoques reduzidos nos Estados Unidos podem ter influenciado a retirada do suco da lista de produtos taxados.


Diante disso, levantamento do Cepea mostra que o preço médio da laranja para indústria nesta semana (de 4 a 8 de agosto) está em R$ 45,42/cx de 40,8 kg, com alta de 4,59% frente ao do período anterior, mostrando reação depois de o mercado ter “andado de lado”, à espera de definições sobre as tarifas norte-americanas. Nos próximos dias, produtores aguardam a retomada de fechamentos dos contratos para frutas da safra 2025/26, que ficaram paralisados ao longo de julho.
A isenção da sobretaxa norte-americana foi recebida com otimismo pela indústria processadora nacional, que, vale lembrar, já havia enfrentado forte retração nos embarques em meses anteriores, devido à quebra de safra no Brasil e à incerteza tarifária. Com o novo cenário, espera-se estímulo às exportações nacionais no curto prazo, especialmente diante da menor concorrência de outros fornecedores globais. No médio prazo, o setor acompanha os desdobramentos do mercado internacional, incluindo possíveis revisões tarifárias e a evolução da demanda externa. A expectativa é que a manutenção do acesso competitivo ao mercado norte-americano favoreça a recuperação dos estoques industriais e preserve a rentabilidade do setor citrícola.

Qualidade ainda ruim da laranja limita produção de suco, oferta melhora só em setembro
No campo, a qualidade das frutas ainda está muito aquém para a produção de um suco com padrão satisfatório. Espera-se que a oferta de laranja pera possa começar a aumentar em agosto, mas volumes significativos estão previstos apenas para setembro/outubro. No momento, predominam variedades precoces que apresentam limitações em qualidade e rendimento para suco, e com a entrada gradual de pera rio para processamento.
Enquanto isso, os processadores ajustam operações na tentativa de recompor os estoques, aguardando o aumento da oferta da fruta ideal para garantir um suco com os padrões desejados. A expectativa é que, com a entrada da pera rio, os negócios no setor se intensifiquem, impulsionando a retomada da cadeia citrícola.

Poncã e tahiti se destacam com alta nos preços, demais variedades têm queda ou estabilidade
No caso da lima ácida tahiti, a oferta está reduzida, o que tem impulsionado as cotações da fruta. A expectativa é de que o volume de tahiti só comece a aumentar no mercado a partir de setembro/outubro, quando as novas safras devem entrar em colheita, aliviando a escassez e contribuindo para uma possível estabilização dos valores. Enquanto isso, os preços devem se manter firmes devido à menor disponibilidade. Nesta semana, o valor médio da tahiti está em R$ 51,42/cx de 27,2 kg, avanço de 31,53% frente ao do período anterior. A lima ácida destinada à exportação é negociada à média de R$ 56,42/cx, elevação de 12,71%.

Quanto à laranja lima, a média desta semana está em R$ 59,63/cx, queda de 0,16%. Entre as variedades tardias, a valência teve média de R$ 53,70/cx de 40,8 kg, baixa de 2%. A natal permaneceu estável, à média de R$ 59,00/cx. A poncã se valorizou 9,08% no período, com média de R$ 66,39/cx de 27,2 kg. Já os preços da fruta laranja pera na arvore para o mercado de mesa os preços tiveram leve recuo de 0,58% nesta semana, negociada à média de R$ 55,37/cx de 40,8 kg.

Por cyro pena Jr

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