O mercado brasileiro de biossoluções, que são produtos feitos a partir de microrganismos, enzimas e proteínas, que ajudam o campo a ser mais produtivo e sustentável, está prestes a dar um salto importante.
Segundo levantamento da consultoria internacional Amsterdam Data Collective, a pedido da Novonesis (empresa global de pesquisa em biotecnologia), esse setor pode movimentar até R$ 232,6 bilhões e criar 276 mil empregos até 2035, mais que triplicando o impacto atual de R$ 77,9 bilhões e 95 mil postos em 2024.
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As biossoluções já são usadas em mais de 30 áreas, principalmente na agricultura, pecuária, produção de alimentos e energia limpa. Para o produtor, elas significam menos desperdício, redução de custos com fertilizantes e defensivos químicos, além de melhor aproveitamento dos recursos naturais — tudo isso com renda e produtividade maiores.
O estudo mostra que cada emprego visto no campo gera outros 1,6 na cadeia produtiva, reforçando o efeito positivo para toda a economia rural. No mundo, esse mercado pode chegar a R$ 5,5 trilhões e cinco milhões de vagas até 2035.
Segundo a Associação Brasileira de Bioinovação, o Brasil está bem-posicionado para liderar esse setor, desde que avance rápido em políticas públicas e tenha regras modernas para estimular a inovação no agro. Para quem trabalha na produção, investir nesse mercado pode garantir renda, sustentabilidade e futuro no campo — colocando o país na dianteira dos novos negócios ligados à bioeconomia.
(Com Pensar Agro)
Fernanda Toigo
Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.