País produziu 35,7 bilhões de litros, alta de 1,4% frente a 2023; Sudeste ficou na liderança, mas região Sul teve maior produtividade
A produção de leite no Brasil bateu novo recorde em 2024, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 18.
O país produziu 35,7 bilhões de litros, alta de 1,4% frente a 2023, movimentando R$ 87,5 bilhões, um incremento de 9,4% no valor da produção. O preço médio pago ao produtor também avançou: o valor do litro do leite foi de R$ 2,45, em média, um aumento de 7,9% em comparação aos R$ 2,31 pagos no ano anterior.
O destaque da pesquisa fica para a produtividade da pecuária leiteira brasileira. Isso porque o recorde de produção foi alcançado mesmo com uma redução do rebanho leiteiro. Segundo o IBGE, o número de vacas ordenhadas caiu para 15,1 milhões, volume 2,8% menor em relação ao ano anterior, sendo esse total de vacas ordenhadas o menor já registrado desde 1979.
Produção regional
A região Sudeste voltou a assumir a dianteira da produção nacional com 33,7% do total nacional, seguida pelo Sul (33,4%), Nordeste (18,0%), Centro-Oeste (10,7%) e Norte (4,7%). No entanto, os dados do IBGE mostram que o Sudeste possui o maior número de vacas ordenhadas, enquanto o Sul possui a maior produção de leite por vaca no país. “Ao longo dos anos existe uma alternância entre as regiões Sul e Sudeste na liderança entre as Grandes Regiões com a maior produção de leite no país”, explicou a analista da PPM, Mariana Oliveira.
Na análise de produção por município, a cidade de Castro (PR) aparece em primeiro lugar, com 484,4 milhões de litros, avanço de 6,7% em relação ao ano anterior. Em seguida aparecem Carambeí (PR), com 293,1 milhões de litros, e Patos de Minas (MG), com 226,9 milhões de litros.