O Brasil terminou a competição com 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes, com um total de 44 medalhas. Os chineses ficaram na segunda colocação, com 13 ouros, 22 pratas e 17 bronzes, sendo 52 no total.
Esta é a segunda vez na história em que a China perde no quadro de medalhas na competição – a primeira havia sido há 12 anos, em Lyon 2013, quando o país vencedor foi a Rússia — na ocasião, os chineses terminaram na sexta colocação. Na Índia, o Irã encerrou como o terceiro colocado, com nove ouros e 16 medalhas ao todo.
Último dia de competição
Jerusa Geber conquistou a sua segunda medalha de ouro na Índia ao vencer a prova dos 200m T11 (deficiência visual), com o tempo de 24s88, o seu melhor na temporada. Foi também o segundo ouro da velocista na disputa, após o primeiro lugar em Paris 2023.
Além disso, Jerusa se tornou a atleta brasileira, entre homens e mulheres, com maior quantidade de medalhas na história dos mundiais. Ela atingiu a marca de 13 pódios na competição, sendo sete ouros, cinco pratas e um bronze, superando o recorde que era da mineira Terezinha Guilhermina, com 12 medalhas no total.
Outra brasileira na final, a potiguar Thalita Simplício obteve a medalha de bronze, com 25s97. Foi a décima medalha da atleta, que também foi tetracampeã nos 400m T11. Também foi a quarta dobradinha brasileira em pódios em Nova Déli. A medalhista de prata dos 200m foi a chinesa Liu Yiming, com 25s54.
Atletismo brasileiro já estava próximo do feito
O atletismo paralímpico brasileiro estava muito próximo de atingir o feito histórico, porque já figurava entre os principais colocados no quadro geral de medalhas nas últimas edições de Mundiais.
Nas três últimas participações, em Kobe 2024, Paris 2023 e Dubai 2019, o país terminou na segunda colocação.
Até então, a melhor campanha brasileira em mundiais havia acontecido em Kobe 2024. No Japão, a Seleção Brasileira terminou na segunda posição do quadro geral de medalhas, somente atrás da China. Foram 42 pódios no total, sendo 19 medalhas de ouro, 12 de prata e 11 de bronze. Esta foi a campanha mais dourada do país na história dos mundiais.
Já no Mundial de Paris 2023 o Brasil teve seu melhor desempenho em total de pódios na história, com 47 medalhas ao todo, sendo 14 ouros, 13 pratas e 20 bronzes. Naquela ocasião, o país terminou a competição com dois pódios a mais do que os chineses (47 a 45).
No entanto, os brasileiros ficaram na vice-liderança do quadro geral de medalhas por uma diferença de dois ouros – foram 14 contra 16 (confira histórico ao término do texto).