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Brasil Segue Estratégico Quando o Assunto é Terras Raras, Diz Chairman da Volkswagen

A consolidação de um plano de investimentos de R$ 20 bilhões, voltado para o desenvolvimento de 21 novos lançamentos na América Latina, é o indicador financeiro e operacional de que a Volkswagen mudou o patamar estratégico do Brasil dentro de sua estrutura global. A montadora está reduzindo os ciclos de lançamentos locais para alinhar o portfólio regional aos padrões globais, afirma Alexander Seitz, executivo-chefe da Volks no Cone Sul.

Isso acontece porque, segundo o executivo, o consumidor brasileiro exige hoje o mesmo nível de conectividade, inteligência artificial e sofisticação encontrado nos mercados norte-americano e chinês. Mais importante, porém, é a convicção de que o Brasil pode ser um hub de inovação global – principalmente por seu pioneirismo em descarbonização, com o etanol, e o potencial em depósitos de terras raras, fundamentais na produção de baterias elétricas.

“Sendo o segundo maior detentor mundial de reservas, o país surge na estratégia de longo prazo da Volkswagen como um fornecedor primordial”, disse Seitz. A seguir, os três pontos principais da entrevista à Forbes Brasil:

Parceria na eletrificação

“Para aumentar a capacidade das baterias e viabilizar a produção em larga escala de veículos elétricos, a indústria global enfrenta um gargalo crítico: a dependência extrema de mercados dominantes para o fornecimento de minerais essenciais e terras raras. É exatamente nessa vulnerabilidade geopolítica que o Brasil se posiciona como um parceiro indispensável. Sendo o segundo maior detentor mundial de reservas de terras raras, o país surge na estratégia de longo prazo da Volkswagen como um fornecedor vital para a PowerCo, a divisão global de baterias do grupo. A meta é estruturar projetos conjuntos que evitem a mera extração predatória de matéria-prima.”

Avanço nos biocombustíveis

“Embora o norte global caminhe a passos largos rumo à eletrificação pura por baterias, a Volkswagen defende que a descarbonização eficiente exige pluralidade de soluções, especialmente para frotas já existentes e mercados emergentes. Amparada por mais de duas décadas de liderança na tecnologia flex-fuel, a nossa subsidiária brasileira assumiu o protagonismo ao levar para a engenharia alemã os conceitos de uso do etanol e do biodiesel. O objetivo é integrar essas matrizes verdes aos novos sistemas de propulsão, resultando em projetos de alta tecnologia como o recém-lançado Tera”.

A briga pelo mercado local

“A consolidação de todo esse ecossistema tecnológico e mineral, contudo, esbarra nos desafios de concorrência impostos pela forte ofensiva comercial das montadoras chinesas na América do Sul. Nosso posicionamento da fabricante é firme em favor do livre mercado, desde que balizado por regras idênticas para todos os players. O foco da companhia permanece voltado à nacionalização da produção e à aceleração tecnológica.”

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