Recuo do dólar frente ao real também influenciou movimento de baixa na bolsa de Nova York nesta quarta-feira, 12
As cotações do café arábica despencaram nesta quarta-feira, 12, na bolsa de Nova York. O recuo foi impulsionado pela queda do dólar frente ao real e às falas de representantes do governo dos Estados Unidos de que o País irá baixar tarifas aplicadas sobre as importações do grão.
Apesar de ainda faltar detalhes de quando isso deve ocorrer ou quais países serão beneficiados, o movimento levou otimismo ao mercado. Como resultado, os contratos do arábica para entrega em dezembro deste ano fecharam o pregão a US$ 4,036 por libra-peso — desvalorização de 4,5%. O vencimento para março de 2026, por sua vez, fechou o dia cotado a US$ 3,766 por libra-peso, com queda de 5,67%.
De acordo com a Safras & Mercado, negociantes sinalizaram que o Vietnã, maior produtor de café robusta, estava em melhor posição para ter as tarifas cortadas por Trump. Porém, há perspectivas também para o Brasil e a Colômbia — primeiro e segundo maiores produtores de arábica, respectivamente.
Atualmente, as tarifas aplicadas sobre as exportações de café brasileiro para os EUA são de 50%, enquanto Colômbia e Vietnã estão, respectivamente, com 10% e 20%.