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Calorão e chuvas irregulares marcam a virada do ano no Brasil

Onda de calor avança sobre Sul, Sudeste e Centro-Oeste até domingo; precipitação segue mal distribuída e eleva riscos no campo e nas cidades

No PR, SP e MS, temperaturas devem variar entre 32 °C e 35 °C nesta segunda-feira, 29 Foto: Adobe Stock

O Brasil entra na reta final do ano com um padrão climático desigual. Até quarta-feira, 31, o calor se intensifica em amplas áreas do País, enquanto a chuva permanece irregular. O cenário combina temperaturas acima da média em regiões agrícolas e volumes elevados de precipitação em pontos isolados, sobretudo no Sul.

De acordo com a Tempo OK, a falta de chuva predomina neste fim de ano. “A maior parte do Brasil enfrenta um cenário de chuvas abaixo da média para esta época do ano, acompanhado pela redução da umidade do solo”, informa o boletim divulgado pela empresa de consultoria meteorológica.

Os mapas de previsão para cinco dias mostram máximas elevadas no interior do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.

No Paraná, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, a previsão indica temperaturas entre 32 °C e 35 °C nesta segunda-feira, 29. O desvio positivo pode chegar a 5 °C em áreas de soja, pastagem, eucalipto, cana-de-açúcar, café, laranja e hortaliças.

No Sudeste, Minas Gerais enfrenta o quadro mais severo. As máximas devem ficar entre 33 °C e 36 °C — cerca de 6 °C acima da média histórica. “As maiores anomalias negativas de chuva são observadas em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Pará, onde a falta de precipitação tem contribuído para o ressecamento do solo”, aponta a meteorologia.

O calor reforça os impactos no campo. “Nessas áreas, o calor também tem sido mais intenso, com destaque para o leste e o norte de Minas Gerais, prejudicando lavouras de café, pastagens e fruticultura”, diz o boletim.

Onde vai chover?

Há exceções ao padrão seco. A chuva ocorre acima do normal em áreas pontuais do País, incluindo o Sul, São Paulo, o sul de Mato Grosso do Sul e a faixa entre Bahia e Piauí. No Rio Grande do Sul, a persistência da precipitação exige atenção. “A chuva persistente pode provocar impactos significativos, como a paralisação de atividades no campo, aumento da incidência de doenças fúngicas nas lavouras e manutenção dos níveis elevados dos rios”, alerta a empresa.

No Paraná e em São Paulo, a chuva registrada após o Natal trouxe alívio temporário ao calor intenso. A trégua, porém, tende a ser curta. “As precipitações ajudaram a reduzir o calor intenso registrado durante a semana do Natal, mas os termômetros devem permanecer acima da média climatológica durante a semana de virada do ano”, conclui a Tempo OK.

Ainda de acordo com os especialistas, o cenário reforça a irregularidade das chuvas neste início de verão. Para a agricultura, o desafio é lidar com a falta de água em regiões estratégicas e o excesso em áreas específicas. Para as cidades, o risco se divide entre eventos extremos associados à chuva e o desconforto térmico prolongado.

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