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A Cedro Participações obteve as licenças ambientais para a implantação de dois grandes projetos ligados ao setor mineral: a expansão da mina de Mariana (MG) e o Porto do Meio, em Itaguaí (RJ). “São projetos cujo impacto econômico alcança diversos setores — transporte, construção, manutenção, alimentação, comércio, serviços especializados e infraestrutura”, descreve José Carlos Martins, presidente do conselho da companhia, que desenvolve um sólido plano de expansão de longo prazo.
Com investimentos estimados de R$ 7,1 bilhões e prazo de três anos para a conclusão, os projetos favorecem a produção e o escoamento do minério de ferro, contribuindo para ampliar a capacidade produtiva e a competitividade da Cedro no mercado internacional. Fundada em 2018, a holding tem atuação diversificada, com negócios em mineração, agronegócio, logística, real estate e saúde.
Mina de Mariana
O projeto de ampliação da mina de Mariana obteve as licenças ambientais de implantação e operação junto ao Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). Com investimentos previstos de R$ 3,5 bilhões, a obra quadruplicará a capacidade de beneficiamento da mina, de 2,5 milhões de toneladas de minério bruto por ano para até 10 milhões de toneladas.
Isso inclui o potencial de produção de até 5,5 milhões de toneladas anuais de pellet feed high-grade, conhecido também como “minério verde”, utilizado na fabricação de aço e associado a aplicações de menor intensidade de impurezas. É uma solução que se soma a outras práticas já adotadas pela Cedro, a exemplo da filtragem e o empilhamento a seco — que dispensam a disposição de rejeitos em barragens — e do reaproveitamento de 85% da água utilizada em seus processos.
Porto do meio
A Cedro também obteve a Licença Ambiental Integrada (LAI) para outro grande projeto, o Porto do Meio. Trata-se de um Terminal de Uso Privado (TUP), cujo nome faz referência à localização entre os terminais da Vale e da CSN em Itaguaí (RJ).
Com área prevista de 250 mil metros quadrados, a obra demandará investimentos estimados de R$ 3,6 bilhões. A capacidade inicial prevista é de movimentar 15 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, com possibilidade de alcançar 24 milhões de toneladas em uma futura expansão. Além de ampliar a autonomia logística da Cedro nas exportações, o projeto tem potencial para atender a outras mineradoras.