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Chevrolet Corsa Wind, antecessor do Onix, se mantm novo; veja o preo

A trajetória do Chevrolet Corsa Wind começou em 1994 e chegou para ocupar o lugar do ultrapassado Chevette. O novo carro da GM arrancou elogios logo de cara, não só pela sua confiabilidade mecânica, mas também pelo bom acabamento interno. O desenho arrojado para a época e os motores com injeção eletrônica estão entre os destaques.

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O popular da GM era carro moderno para a época, visto que o hatch havia sido lançado um ano antes na Europa, por meio da Opel, o braço alemão da General Motors.

O Corsa Wind 1999 das fotos é um dos mais novos anunciados para venda. O modelo está disponível por meio da loja BR Car, de Arapongas (PR), por R$ 40 mil, justificados pelo  perfeito estado de conservação. 

A pintura sem marcas do tempo ainda reluz e as rodas de aço de 13 polegadas com calotas parciais estão intactas. Os vidros, incluindo o para-brisa, são genuínos com logo da GM, bem como os faróis e lanternas.  

A cabine é simples, naturalmente, mas traz o essencial para a época vivida nos anos 1990. O volante de dois raios sem airbag e o cluster simples desprovido de tacômetro nos remetem a um passado distante. Vidros elétricos? Nem pensar. Era tudo na manivela. 

E quanto à segurança? O único item disponível de série era o brake-light. Já lavador, limpador, desembaçador traseiro fazia parte do pacote de opcionais. Entre os itens de conforto, somente aquecimento interno.

CORSA, O PRIMEIRO POPULAR COM INJEÇÃO DO BRASIL

Chevrolet Corsa Wind chegou ao Brasil em 1994 com desenho arrojado para a época e injeção eletrônica de combustível
Imagem: Divulgação

O Chevrolet Corsa Wind entrou para a história no Brasil como sendo um dos carros populares mais modernos de sua época. Ele chegou em 1994 na versão Wind e tinha como propósito roubar as vendas do Fiat Uno Mille, Volkswagen Gol 1000 e Ford Escort Hobby, todos de projetos já defasados.

À época, além das linhas arredondadas, algo incomum para os anos 1990, o Corsa foi o primeiro 1.0 do Brasil com injeção eletrônica de combustível monoponto (E.F.I.). Com apenas 50 cv de potência e 7,8 kgfm de torque despejados a partir das 3.200 rpm, o seu foco era o baixo consumo de combustível. Junto ao câmbio manual de cinco marchas, o popular fazia na cidade a média de 13 km/l, enquanto que na estrada, 14 km/l.

Além da Wind, o Corsa Hatch também teve a Wind Super – também 1.0 – que trazia calotas totais, frisos laterais, limpador e desembaçador traseiro, ar quente, entre outros itens.

Outra novidade era a GL, incorporada ainda no ano de 1994, como modelo 1995. A diferença, além do acabamento mais refinado, estava no propulsor 1.4, que garantiu 60 cv — 10 cv a mais da Wind e 11,1 kgfm (a 2.800 rpm) — 3,3 kgfm a mais que a versão com propulsor 1.0. 

No entanto, o sistema de injeção eletrônica mantinha o de um bico só, E.F.I. Na lista de equipamentos de série, agregava desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, conta-giros, banco traseiro bipartido com encostos de cabeça, entre outros itens. 

GSi: O TRUQUE CONTRA O SUCESSO DO VW GOL GTI

Chevrolet Corsa GSi
Chevrolet Corsa GSi é a versão esportiva com motor 1.6 16V e freios ABS fabricados pela inglesa Lucas Girling
Imagem: Divulgação

Ainda no mesmo ano, apareceu a esportiva GSi para enfrentar o Volkswagen Gol GTI. Esta era equipada com motor 1.6 16V de 109 cv e era diferenciada pelo kit aerodinâmico, além de rodas de liga-leve de aro 14, direção hidráulica, ar-condicionado etc. Opcionalmente, havia teto solar e freios ABS. Além do visual chamativo, o GSi se destacava pela oferta de cores exclusivas, como, por exemplo, a amarela Gris. 

O Corsa rapidamente se tornou um sucesso, principalmente nas versões mais simples, por conta de sua robustez e economia de combustível. Mas ele tinha alguns pontos a serem corrigidos, como o espaço interno apertado, diante de seu maior rival, o Uno Mille.

Seguindo os passos da versão ELX do hatch da Fiat, a Chevrolet passou a oferecer a opção das quatro portas para o modelo GL. A traseira ficou mais reta e as lanternas ganharam novo formato nesta configuração. O acesso melhorou consideravelmente, mas havia alguns pontos a serem aprimorados.

Assim, no ano de 1996, toda a linha passou a ser equipada com injeção multiponto. Na 1.0, a potência saltou para 60 cv e o torque, para 8,3 kgfm, disponíveis a partir dos 3.000 giros. A essa altura, a GL 1.4 era descontinuada e, em seu lugar, veio a GL 1.6 de 92 cv e 13 kgfm a 2.800 rpm. A caixa mecânica com cinco trocas permanecia enaltecendo o que de melhor havia: as trocas justas e macias.

O ano foi marcado também pela despedida da esportiva GSi, com aproximadamente 2.500 unidades produzidas, tornando-se hoje uma peça altamente colecionável.

SÉRIES ESPECIAIS

Chevrolet Corsa Piquet
Chevrolet Corsa Piquet é uma das séries especiais mais marcantes da história do modelo da GM no Brasil
Imagem: Divulgação

A primeira série especial do Corsa surgiu em 1997 por meio do tricampeão de Fórmula 1, Nelson Piquet. Para homenagear o ex-piloto e, na época, garoto-propaganda da Arisco, a Chevrolet resolveu lançar a série Piquet, limitada a 120 unidades, todas só com duas portas. 
Além da cor Amarela Gris e das rodas esportivas de 14 polegadas, adotadas no então extinto GSi, o Corsa Piquet se diferenciava pelos para-choques, retrovisores e maçanetas pintados no mesmo tom. Na motorização, seguia o 1.0 da versão Wind. 

Além dessa série, a Wind de duas portas também serviu de base para homenagear a Copa do Mundo de Futebol, com o país-sede França, disputado no ano de 1998. Com 1.820 exemplares, o Corsa ‘Champ’ podia ser adquirido nas cores azul Riviera ou verde West. Além disso, recebia de série para-choques na cor da carroceria, rodas de liga-leve de 14 polegadas do modelo GL, adesivos decorativos e só. Por dentro, assim como o Piquet, mantinha o mesmo padrão da Wind.

Com o surgimento dos motores multiválvulas para o concorrente Volkswagen Gol 1000, a GM resolveu lançar a sua versão para o Corsa Wind em 1999. Batizada de Wind Super, o motor 1.0 16V desempenhava 68 cv de potência (8 cv a mais que a 1.0 8V) e torque de 9,2 kgfm (um acréscimo de 0,9 kgfm).

Fora essa novidade, a GL era trocada pela GLS, mantendo o mesmo refinamento da Sedan, incorporada em 1995. O motor 1.6 de oito válvulas de 92 cv e torque de 13 kgfm a 2.800 rpm era ágil para seus poucos 990 kg de peso total. Isso deu ao hatch um desempenho notável. 

No zero a 100 km/h, o carro levava 12,5 segundos e atingia a velocidade final de 179 km/h, nada mal para um popular que chegou fazendo 19,3 s no 0-100 km/h e final de 143 km/h.  No consumo, o GLS fazia respeitáveis 10 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada, contra 13,1 km/l e 14,4 km/l da primeira Wind, lançada em 1994.

REESTILIZAÇÃO E FIM DA 1ª GERAÇÃO DO CORSA HATCH

Chevrolet Corsa
Chevrolet Corsa mudou de geração em 2002 no Brasil, com um conjunto mais moderno e espaçoso
Imagem: Divulgação



Para 2000, o Corsa receberia a sua primeira mudança, compreendendo novos para-choques, grade, capô, faróis e lanternas e, na parte interna, forração dos revestimentos e painel diferenciados.

O Corsa Hatch da primeira geração foi um sucesso de vendas e sua participação no mercado durou até 2001, pois, no ano seguinte, o modelo daria lugar à segunda geração.

 

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