O Jeep Commander é considerado o SUV mais sofisticado já produzido pela marca no Brasil. Lançado em agosto de 2021, o modelo carrega um marco importante: foi o primeiro Jeep desenvolvido fora dos Estados Unidos, e sua produção acontece no Polo Automotivo de Goiana (PE).
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Com visual imponente e acabamento refinado, o Commander se posiciona acima do Compass na linha da Jeep. Além de ser sucesso no mercado nacional, também é exportado para diversos países da América Latina.
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Entre os atrativos do modelo estão as opções de motorização turboflex, turbodiesel e, mais recentemente, híbrida leve (MHEV). Em 2025, o Commander segue como uma das principais escolhas entre os SUVs de 7 lugares, com versões Limited e Overland.
Apesar das qualidades, o modelo também acumula algumas reclamações recorrentes por parte dos proprietários. Entre os principais problemas estão:
1- Consumo elevado de óleo no motor 1.3 turboflex
Imagem: Divulgação
A motorização flex, compartilhada com outros modelos da Stellantis, tem sido alvo de queixas por apresentar consumo de óleo acima do normal, o que exige atenção constante dos proprietários e, em alguns casos, pode gerar preocupações sobre a durabilidade do motor.
Um proprietário de dois veículos Jeep 2024 um Renegade e um Commander, ambos com motor 1.3 T270 relata consumo excessivo de óleo em ambos os modelos com menos de 5.000 km rodados.
Ao procurar a concessionária, foi informado de que o prazo para diagnóstico seria de duas semanas, com cobrança pela troca de óleo e sem disponibilização de veículo reserva.
O consumidor retornou ao site de defesa do consumidor para informar que o problema foi solucionado.
O primeiro caso não é isolado. Um segundo consumidor relata situação semelhante, sobre o consumo excessivo de óleo desde as primeiras revisões. Após viagem longa, o problema persistiu e, em avaliação entre 11 e 12/05, a concessionária informou que a fábrica pediu apenas para “rodar normalmente” o veículo, sem solução definitiva.
A Jeep respondeu informando que o veículo foi analisado e submetido a testes, e que não foram identificadas avarias no consumo de óleo, não sendo necessárias intervenções técnicas.
Um dono de um Jeep Commander 1.3 Turbo, comprado no lançamento, reclama de consumo excessivo de óleo desde novo, precisando completar a cada 1.500 km. A concessionária informou que a perda de 400 gramas em 1.300 km é normal segundo a fábrica.
A reclamação não foi respondida.
2- Falhas no sistema multimídia

Imagem: Divulgação
Intermitências no funcionamento da central multimídia, travamentos de tela e problemas no emparelhamento com celulares estão entre as falhas mais relatadas, comprometendo a experiência a bordo.
“Após atualizar a central multimídia do meu Jeep Commander por cerca de 30 minutos, o sistema ficou desconfigurado: ar-condicionado não funciona pelo painel, volume aumenta sozinho, idioma mudou para italiano e nada conecta. Tentei atualizar pelo pendrive, seguindo as instruções da Jeep, mas o carro não reconhece o arquivo.”
A reclamação ainda não foi respondida.
“Comprei um Jeep Commander Longitude 2025 e a central multimídia começou a mudar de tela sozinha. Além disso, notei um vício no forro do teto ao usar a terceira fileira de bancos. Fico indignado por comprar um carro zero e premium com esses defeitos.”
A Jeep informou que realizou tentativas de contato para repassar informações relativas ao atendimento, mas não obteve sucesso. Por esse motivo, o protocolo foi encerrado e um SMS foi enviado para o consumidor, para seu conhecimento.
“Pegamos o Commander com grandes expectativas, uma promessa de muita tecnologia. Ficamos encantados com o carro, mas em menos de 7 dias começaram os problemas. O celular não pareava com a central multimídia e, ao tentar conectar, todo o sistema do carro reiniciava e levava minutos para voltar.”
“Meu carro tem um problema crônico que já me levou à concessionária cinco vezes: uma espécie de “mal contato” intermitente no sistema multimídia, que faz com que o som, mesmo ligado, saia muito baixo nas caixas de som e também atrapalhe as ligações telefônicas.”
A reclamação não foi respondida.
3 – Defeitos no teto solar

Imagem: Divulgação
Algumas unidades apresentam infiltrações no teto solar panorâmico, especialmente em dias de chuva. Além disso, o acesso à terceira fileira de bancos, embora possível, é considerado pouco prático, o que pode ser um ponto negativo para famílias maiores.
Um consumidor que adquiriu um Jeep Commander há menos de um ano relata problemas de vazamento no teto do veículo. Ao levar o carro à oficina da Jeep, foi diagnosticado entupimento nos tubos ou canais de drenagem do teto, sendo necessário destelhar o veículo e mantê-lo em avaliação por quatro dias.
Apesar da urgência do problema agravado pelas chuvas intensas em Fortaleza e pela dificuldade de dirigir com a água caindo diretamente sobre o motorista, o agendamento foi marcado apenas para quase um mês depois. O consumidor solicitou um carro reserva devido à impossibilidade de uso do veículo, mas a solicitação foi negada pela empresa.
Em resposta, a Jeep informou que, após o manifesto do consumidor, acionou suas áreas de apoio e confirmou que o veículo deu entrada na concessionária Via Sul – Dunas. Lá, foi realizado o diagnóstico e identificada a necessidade de desobstrução das canaletas do teto solar. Segundo a marca, após as intervenções necessárias, o veículo foi entregue em condições normais de funcionamento.
Mais um consumidor reclama do mesmo problema envolvendo o Jeep Commander. Ele relata que possui o veículo há 1 ano, com 30 mil km rodados, e que está enfrentando infiltração de água pelo teto. Segundo ele, em dias de chuva, quando há maior acúmulo de água sobre o teto, ocorre vazamento para o interior do carro, encharcando o acabamento e chegando a pingar até mesmo sobre os passageiros da segunda fileira.
Neste caso, a reclamação foi encerrada sem avaliação, pois o consumidor não retornou para avaliar o atendimento prestado pela empresa.
Um terceiro consumidor relata que possui um Jeep Commander com 2 anos de uso e que o veículo apresenta um problema de infiltração de água pelo teto solar.
Segundo o proprietário, o carro já passou por duas assistências na concessionária, mas o defeito persiste. O consumidor expressa indignação com a situação, destacando que se trata de um veículo de mais de R$ 200 mil que, segundo ele, “não pode ser usado em dias de chuva”.
Resposta da Jeep: “Para análise adequada de seu relato, faz-se necessário o comparecimento aos agendamentos junto à uma Concessionária da Rede Autorizada, para analisarmos o inconveniente mencionado e providenciarmos as intervenções, caso necessário.”
Posicionamento da Stellantis
Procurada pelo Autoo para comentar sobre as reclamações envolvendo o Jeep Commander, a Stellantis informou que oferece ao mercado veículos com alta tecnologia e segurança. Segundo a fabricante, eventuais inconvenientes são pontuais e atendidos pela rede de concessionárias, que estaria preparada para diagnosticar e propor as soluções adequadas para cada situação.
“É fundamental reforçar que, sempre que houver qualquer funcionamento irregular ou dúvida com o veículo, a orientação da Stellantis é que os clientes procurem o atendimento especializado das concessionárias ou entrem em contato com os canais oficiais de comunicação disponíveis.”, completou a montadora.