Na última semana, quando Santa Catarina foi posta mais uma vez à prova coma passagem de um ciclone extra tropical de forte potencial destrutivo, os catarinenses se depararam com um novo momento.
Uma realidade à qual o Estado respondeu com maturidade e responsabilidade e, com ações coordenadas, evitou uma grande tragédia provocada por chuvas intensas, ventos fortes e ressaca do mar.
Da mesma forma, é preciso elogiar o trabalho da Celesc no atendimento aos consumidores. No dia 9,o dia mais crítico, 280 equipes foram mobilizadasem todo o Estado para atender as unidades consumidoras que ficaram sem luz.
O ciclone provocoudanos complexos à rede elétrica. Com um trabalho integrado entre as regionais, a Celesc garantiu segurança às equipes ao mesmo tempo em queacelerou o atendimento nas áreas mais impactadas e agilizou o restabelecimento do sistema.
Para se ter ideia da grandiosidade do trabalho executado pela Celesc, na região metropolitana de São Paulo, atingida na última quarta-feira (10) por fortes ventos, até ontem de manhã, cinco dias depois, 30.028 clientes da Enel ainda continuavam sem energia elétrica.
No sábado (13), levando em consideração o sofrimento da população – com o calor, comida estragando na geladeira, aparelhos eletrônicos queimados ou sem bateria, e os hospitais operando por gerador–, a Justiça determinou que a empresa restabelecesse o fornecimento de energia em até 12 horas sob pena de multa de R$ 200 mil por hora descumprida.
A Justiça – e os paulistas – conhecem o histórico da Enel e a demora na solução das quedas de energia. Essa é uma realidade bem mais frequente do que a população gostaria.
Nessas horas, vemos como nosso Estado é privilegiado. Tanto pelaspessoas que aqui nasceram ou escolheram SantaCatarina para morar e trabalhar, quanto por empresas, concessionárias e governantes que trabalham em conjunto pelo bem da sociedade.
O planejamento prévio, a cooperação entre instituições e órgãos públicos e a capacidade de mobilização nos tornaram mais uma vez referência nacional em gestão de contingência e resposta a eventos climáticos severos e complexos, como a ameaça de um ciclone extratropical. Isso demonstra o respeito ao nosso povo. E é assim que a população deve ser atendida.