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Editorial: Conscientização sobre duas rodas

O Detran/SC (Departamento Estadual de Trânsito) divulgou que foram registrados mais de 33 mil acidentes envolvendo motociclistas somente no ano passado em Santa Catarina, que resultaram em 516 vidas perdidas. Um número que é proporcionalmente pequeno (aproximadamente 1,5%), mas que se agiganta quando levamos em consideração que são pessoas – seres humanos, pais, mães, irmãos, filhos, primos…. Pessoas a quem queremos bem e queremos ter por perto.

As estatísticas mostram que as principais causas de acidentes com motos incluem imprudência, excesso de velocidade, falta de equipamentos de segurança e desrespeito às leis de trânsito. É só andar na rua para perceber essa imprudência.

Mas a questão não está ligada somente aos motociclistas. Motoristas de carros, vans, caminhões e ônibus também têm sua parcela de culpa. A falta de paciência – como uma briga de trânsito que resultou na queda e morte de um motociclista do viaduto na SC-403, há poucas semanas –, as distrações, como o uso do telefone celular, e a não utilização da seta indicando mudança de faixa, por exemplo, também estão entre as causas das mortes acidentais ou não de motociclistas em todo o Estado e no Brasil.

Nos últimos cinco anos, Florianópolis e São José contabilizaram 18.536 acidentes envolvendo motos e 240 mortes de motociclistas. E ano passado não foi diferente: os motociclistas representaram mais de 51% das mortes no trânsito nas duas cidades.

São duas grandes cidades, que dependem de pessoas que utilizam as motos como meio de transporte e de trabalho, mas que precisam agir para que esses índices sejam reduzidos.

Ações educativas e de conscientização, como as promovidas pelo Detran na Semana Nacional de Prevenção de Acidentes com Motociclistas, são essenciais, assim como fiscalização e políticas públicas voltadas à segurança dos motociclistas em todo o Estado.

Neste sentido, a proposta de implantação da faixa azul, exclusiva para motos, na avenida Beira-Mar Norte, poderia servir de termômetro para verificar se haveria redução ou não dos índices de acidentes e mortes.

Caso o resultado fosse positivo – em São Paulo, os números são promissores –, a faixa exclusiva para motos poderia ser replicada em outras avenidas e rodovias de Florianópolis e até em outras cidades catarinenses. O que não podemos é deixar como está.

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