A reportagem especial “Ensino que transforma e reescreve histórias de jovens e adultos na indústria catarinense”, publicada ontem no jornal ND, retrata empresas que apostaram nos estudos como ferramenta para o crescimento pessoal e profissional dos colaboradores.
Contando histórias inspiradoras, a reportagem trouxe dados sobre a EJA (Educação de Jovens e Adultos) no Brasil e em Santa Catarina, o perfil do público e a preocupação com a evasão escolar das crianças e adolescentes.
Trouxe também Santa Catarina como referência em EJA, que registrou 6,84% de aumento no número de matrículas em 2024 com relação a 2023. Atualmente, o Estado tem 13,7 mil estudantes com idade acima de 18 anos de volta às salas de aula para concluir a educação básica.
Tudo isso na contramão do restante do país, que entre 2020 e 2024 perdeu 20,4% das matrículas nessa modalidade – no país, 68 milhões de pessoas com 18 anos ou mais não concluíram a educação básica por um sem-número de razões.
O trabalho conjunto feito pelo Sesi com os setores de recursos humanos das indústrias catarinenses vem transformando a realidade dos colaboradores em todo o Estado. Atualmente, mais de 500 fábricas são atendidas pelo Sesi com programas da EJA.
São pessoas querendo aprender porque têm gestores que compreenderam a necessidade de mudar o horário das aulas e da liberação mais cedo para que possam ir à aula.
Para que possam aprender, se formar, ser alguém na vida, orgulhar os familiares. Que entenderam que formar um líder é mais barato e inspirador do que buscá-lo no mercado.
Os resultados são tão bons que as indústrias tornaram a EJA estratégica. Empresas reconhecerem a importância de iniciativas como essas até para melhorar os índices de capacidade, de engajamento e de capacidade. Há a percepção de que quanto maior o nível escolaridade, maior a produtividade, maior a autoestima.
Os adultos que voltaram aos bancos escolares agora são pessoas mais seguras, capazes e engajadas. São mais felizes, recebem oportunidades que antes não poderiam imaginar. Hoje, sonham alto, querem faculdade, pós-graduação.
Criada há 26 anos no Brasil, a EJA é uma segunda chance de mudar a realidade social e econômica do país. Afinal, o conhecimento abre portas para um futuro promissor. Dentro das indústrias, inclusive.