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Editorial: Emprego formal em alta no país

Com o desemprego no menor nível da série histórica, em 5,2%, o mercado de trabalho brasileiro encerra 2025 com um dado que merece atenção. O país ultrapassou a marca de 5 milhões de empregos com carteira assinada gerados desde janeiro de 2023, segundo o Novo Caged. Não se trata apenas de um número expressivo, mas de um indicador consistente de retomada e sustentação do emprego formal.

Somente em novembro, o saldo foi positivo em 85.864 vagas, resultado de quase 2 milhões de contratações. O total de vínculos ativos chegou a 49,09 milhões, o maior já registrado. No acumulado de janeiro a novembro deste ano, foram criados 1,89 milhão de postos formais, com desempenho positivo em todos os grandes setores da economia. O dado reforça uma trajetória que já vinha se desenhando em 2023 e 2024, quando os saldos também foram robustos.

O setor de serviços lidera a geração de empregos, com mais de 1 milhão de novas vagas em 2025, puxado por atividades ligadas à informação, finanças, serviços profissionais, educação e saúde. Comércio, indústria, construção e agropecuária também apresentaram saldos positivos no ano, o que aponta para uma expansão mais distribuída, ainda que em ritmos diferentes.

Os números de novembro mostram nuances importantes. Comércio e serviços mantiveram saldo positivo, enquanto indústria, construção e agropecuária recuaram no mês, movimento que ajuda a lembrar que o mercado de trabalho é sensível a fatores sazonais e conjunturais. A leitura do cenário, portanto, exige menos euforia e mais atenção à qualidade e à continuidade desse crescimento.

Outro dado relevante é o comportamento do salário médio de admissão, que teve ganho real de 3,03% em relação a novembro do ano anterior. O avanço é moderado, mas sinaliza melhora gradual no poder de compra, elemento essencial para sustentar consumo e atividade econômica.

Celebrar o avanço do emprego formal é legítimo. Mais do que isso, é necessário. Mas o desafio que se impõe agora é transformar esse bom momento em base sólida, com produtividade, estabilidade e renda crescente. Os números mostram que o caminho está aberto. Mantê-lo exige políticas consistentes e um olhar atento às oscilações que ainda fazem parte do percurso.

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