Os catarinenses foram pegos de surpresa pela força da chuva que, na manhã de ontem, causou estragos significativos, especialmente nas cidades do Litoral. O que poderia ter sido minimizado com um alerta eficiente transformado em caos devido à ausência de avisos claros por parte da Defesa Civil de Santa Catarina.
No boletim emitido na véspera, o órgão limitou-se a informar, em negrito, que “o risco é baixo a moderado para ocorrências de consequências”. A previsão foi insuficiente diante da gravidade e intensidade das águas que inundaram ruas, bloquearam vias e colocaram vidas em risco.
Falhou a Defesa Civil ou a comunicação com a sociedade? Sem aviso ou alerta do que estava por vir, cidadãos viveram um dia de caos. Hoje, radares meteorológicos e modelos preditivos permitem antecipar com resultados razoáveis de chuvas intensas. A informação, porém, não chegou à sociedade como deveria.
Santa Catarina já vivenciou inúmeras tragédias decorrentes de fenômenos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos de terra e tempestades severas. Embora eventos naturais sejam inevitáveis, suas consequências podem ser mitigadas por uma comunicação eficiente e uma cultura sólida de prevenção.
A cultura da prevenção é comum em países como Japão e Estados Unidos, que são frequentemente castigados por tremores de terra, furacões e tempestades. Por aqui, é preciso adotar essa cultura. É obrigação dos órgãos públicos conscientizar a população.
Prevenção e comunicação não são luxos, mas devem ser essenciais para o poder público. O desastre de ontem não é apenas resultado das chuvas, mas também de uma gestão que precisa urgentemente ser compensada para que uma próxima tempestade não nos pegue de surpresa.