Search
Close this search box.

Editorial: Hospitais catarinenses são destaque nacional

O levantamento nacional do Ibross (Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde) apontou que Santa Catarina tem sete hospitais públicos entre os 100 melhores do Brasil.

O estudo, que avaliou instituições de saúde das esferas federal, estadual e municipal que fazem atendimento exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), deve ser celebrado.

Ter 7% dos melhores hospitais do Brasil é um indicativo concreto de que investir de forma contínua e responsável na saúde pública gera resultados que impactam diretamente a vida das pessoas.

Em um país marcado por profundas desigualdades no acesso ao SUS, ver unidades catarinenses reconhecidas nacionalmente reforça que é possível oferecer atendimento gratuito de qualidade, humano e eficiente.

O fato de os hospitais de Florianópolis, São José, Joinville, Balneário Camboriú e São Miguel do Oeste estarem na listados melhores do país evidencia um ponto essencial: centros de excelência não devem ser privilégio de uma única região.

Quando a política pública busca equilíbrio territorial, planejamento e gestão, o resultado aparece no atendimento ao cidadão. Hospitais bem avaliados significam equipes valorizadas, estrutura adequada, processos organizados e, sobretudo, pacientes assistidos com dignidade.

Esse reconhecimento também lança luz sobre a importância da prevenção. Um sistema de saúde forte não se constrói apenas com leitos, UTIs e alta tecnologia, mas com ações permanentes de cuidado, diagnóstico precoce e acompanhamento.

Investir em prevenção é aliviar a sobrecarga hospitalar, reduzir custos a longo prazo e melhorar indicadores de saúde da população. É uma escolha estratégica e, acima de tudo, humana.

Porém, reconhecer avanços não significa ignorar os desafios – dificuldades ainda existem e são conhecidas: filas, demora por procedimentos, carência de profissionais em algumas regiões e pacientes que faltam a consultas e exames. Pelo contrário. Significa compreender que eles podem e devem ser enfrentados com mais planejamento, transparência e compromisso público.

Políticas públicas consistentes, com financiamento adequado e gestão qualificada são o caminho para superar gargalos históricos. O resultado alcançado por Santa Catarina indica que esse caminho está sendo trilhado, mas também impõe responsabilidade redobrada. Saúde pública de qualidade não é favor, é direito. E quando o Estado investe bem, quem ganha é toda a sociedade.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *